terça-feira, 31 de julho de 2012

Música: Silenced by the night - Keane.



Em uma cidade como a minha, não há por que lutar. Fecho meus olhos, vejo você e eu dirigindo.
Se sou um rio, você é o oceano.
Liguei o rádio, coloquei as rodas em movimento.

Nós fomos silenciados pela noite, mas, você e eu, nós nos ergueremos novamente.
Separados da luz, quero amar como costumávamos amar no passado.

Deito-me no escuro, sinto que estou caindo. Sinto sua mão aqui nas minha costas, sua voz me chamando.
É muito complicado para mim, garota, fique perto de mim, porque as pessoas desta cidade, olham diretamente através de mim

Nós fomos silenciados pela noite, mas você e eu, nós nos ergueremos novamente.
Separados da lu, quero amar como costumávamos amar no passado.



Beijo, C.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Sustento feminino - Martha Medeiros.



"Participando de um seminário sobre comportamento, foi dito que as mulheres estão de tal forma cansadas de suas múltiplas tarefas e do esforço para manter a independência que começam a ratear: andam sonhando de novo com um provedor, um homem que as sustente financeiramente. 

Não acreditei. Outro dia discuti com uma amiga porque duvidei quando ela disse estar percebendo a mesma coisa, que as mulheres estão selecionando seus parceiros pelo poder aquisitivo não só as maduras e pragmáticas, mas também as adolescentes, que ainda deveriam cultivar algum romantismo. 

Então é verdade? Pois me parece um retrocesso. A independência nos torna disponíveis para viver a vida da forma que sonhamos, sem ter que “negociar” nossa felicidade com ninguém, e são poucos os casos em que se pode ser independente sem ter a própria fonte de renda (que não precisa obrigatoriamente ser igual ou superior a do marido). Não é nenhum pecado o homem pagar uma viagem, dar presentes, segurar as pontas em despesas maiores, caso ele ganhe mais – é distribuição de renda. 

Mas se é ela que ganha mais, a madame também pode assumir o posto de provedora sênior, até que as coisas se equalizem. Parceria é uma relação bilateral. É importante que ambos sejam autossuficientes para que não haja distorções sobre o que significa “amor” com aspas e amor sem aspas. 

As mulheres precisam muito dos homens, mas por razões mais profundas. Estamos realmente com sobrecarga de funções – pressão auto-imposta, diga-se –, o que faz com que percamos nossa conexão com a feminilidade: para ser mulher não basta usar saia e pintar as unhas, essa é a parte fácil. 

A questão é ancestral: temos, sim, necessidade de um olhar protetor e amoroso, de um parceiro que nos deseje por nossa delicadeza, nossa sensualidade, nosso mistério. O homem nos confirma como mulher, e nós a eles. Essa é a verdadeira troca, que está difícil de acontecer porque viramos generais da banda sem direito a vacilações, e eles, assustados com essa senhora que fala grosso, acabam por se infantilizar ainda mais. 

Podemos ser independentes e ternas, independentes e fêmeas – não há contradição. Estamos mais solitárias porque queremos ter a última palavra em tudo, ser nota 10 em tudo, a superpoderosa que não delega, não ouve ninguém e que está ficando biruta sem perceber. 

Garotas, não desistam da sua independência. Façam o que estiver ao seu alcance, seja através do trabalho ou do estudo, em busca de realização e amor próprio. Escolher parceiros pelo saldo bancário é triste e antigo, os tempos são outros. É plausível que se procure alguém com o mesmo nível intelectual e social, com um projeto de vida parecido e com potencial de crescimento – mas para crescerem juntos, não para garantir um tutor. 

A solidão, como contingência da vida, não é trágica, podemos dar conta de nós mesmas. Mas, ainda que eu pareça obsoleta, ainda acredito que se sentir amada é que nos sustenta de fato."

Escrito por Martha Medeiros. Publicado no Jornal Zero Hora, 29 de Julho de 2012.

Beijo C.

domingo, 29 de julho de 2012

Passado reinventado.

 Em cada desencontro, uma nova dimensão. Em cada novo encontro, velhas percepções.
É ser bobo e autodestruir-se deixar de ir atrás do autoconhecimento, deixar de viver experiências julgadas tão antigas que podem modificar a gente, ao invés de prejudicar.
Perder-se no próprio mundo para voltar a se encontrar, mas também aventurar-se fora dele para perceber que algumas coisas estão diferentes e outras estão na hora de serem mudadas.

Correr. Dançar. Viajar. "Arranjar um novo sonho para uma velha saudade", uma vez ouvi dizer. Ora, porque não?
Mudar é a regra da vida, e mudamos, é claro. Mas e porque não mudar e reviver, também, os velhos sonhos que tivemos? Reinventá-los, quem sabe.

A verdade é que as opções são múltiplas e muitas vezes achamos que o passado pode ser trancado, esquecido, apagado em nome de um futuro diferente. Em vão.
A saída é reinventar, criar novos sonhos para aquelas histórias que já vivemos. E porque haveria de ser diferente? Se você amou tudo o que viveu até então, não há porque querer esquecer o passado. Ao invés disso, reviver velhos sonhos, memórias e saudades.

Beijo, C.
Boa semana!
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sábado, 28 de julho de 2012

#friends 7x16 - Aquele da verdade sobre Londres.

 "- Olha só, não aconteceu nada! Só não quero que fique chateado", Joey.
"- Como posso não ficar chateado? Eu finalmente me apaixono por uma mulher fantástica e descubro que ela quis você primeiro!", Chandler.
"- Sim, por meia hora numa noite! Chandler, ela quer você para o resto da vida! Nós olhamos e vemos vocês juntos e fica bem, sabe? E dá para saber que vai durar para sempre.", Joey.

Meu comentário:
Eu acho a sétima temporada de Friends extremamente linda! Os personagens estão mais amadurecidos, as piadas e as cenas são tão mais envolventes e engraçadas. Esta temporada é demais! A cena entre Joey e Chandler no 16º episódio foi linda e marcante. A revelação sobre a noite em Londres, onde Mônica e Chandler ficaram juntos pela primeira vez, aonde Mônica conta que havia ido procurar Joey ao invés de Chandler é algo tocante. Assim como Phoebe se pergunta no episódio - "E se tivesse sido Mônica e Joey ao invés de Chandler?" - eu também fiquei imaginando tal possibilidade. Então Chandler ficou chateado e Joey o fez perceber o quanto Chand fica bem com Mônica e que era para ter sido assim, pois ficam perfeitos juntos. Episódio emocionante!

Beijo C.
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

A diferença de quem lê.

 Hoje pela manhã, enquanto esperava o transporte para chegar ao trabalho, eu lia mais algumas linhas do livro Sushi, da escritora Marian Keyes.
Avistei ao longe uma senhora caminhando na rua, mas, desinteressada, voltei à minha leitura. Eis que quando ela se aproximou de mim, disse-me: "- Que ótimo aproveitamento do tempo lendo um livro!". Eu assenti e ela perguntou: "- Posso ver o que está lendo?". Ai mostrei a capa, ao que ela exclamou: "Deve ser maravilhoso!". Eu respondi: "Estou gostando" e sorri. E a senhora continuou a caminhada tão cedo do dia e com o tanto frio que fazia.

Ás vezes penso no quanto um livro tem o poder de tornar a vida diferente e o quão poucas pessoas realmente tem esse hábito.
Você lê e, ao invés de disperdiçar seu tempo, acaba se desenvolvendo, imaginando e tornando tudo o que vive muito mais mágico;
Você lê e a proximidade de outras pessoas acontece;
Você lê e o mundo muda, e você acaba mudando com ele.

Não é para gabar-me desde hábito que também é meu, mas se mais pessoas no mundo o tivessem com certeza viveríamos em um lugar melhor.

#justthinkaboutthat

Beijo, C.
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

#DiadoEscritor


Eis uma citação de Fernando Pessoa sobre a arte que é escrever:

“Escrever é esquecer. A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida. A música embala, as artes visuais animam, as artes vivas (como a dança e a arte de representar) entretêm. A primeira, porém, afasta-se da vida por fazer dela um sono; as segundas, contudo, não se afastam da vida - umas porque usam de fórmulas visíveis e portanto vitais, outras porque vivem da mesma vida humana. Não é o caso da literatura. Essa simula a vida. Um romance é uma história do que nunca foi e um drama é um romance dado sem narrativa. Um poema é a expressão de ideias ou de sentimentos em linguagem que ninguém emprega, pois que ninguém fala em verso.” 



Parabéns a todos os escritores, sejam aqueles que possuem livros publicados e carreira renomada ou aqueles que, assim como eu, seguem em rumo a esta carreira de prestígio.


Pois escrever é imortalizar-se e também divulgar a vida através de um olhar singular.

Beijo, C.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Dicas para conhecer mais sobre Amelia Earhart.


Amelia Earhart foi homenageada hoje com um Google Doodle, pois estaria comemorando seu 115º aniversário.

Vendo isto, fui à cata de informações sobre a pioneira na aviação nos EUA.
Eu já havia ouvido falar sobre ela no filme Uma noite no museu 2. A participação da personagem dela é linda!

Além deste filme, dados e histórias sobre Amelia podem ser encontrados nos seguintes livros:
- The thrill of it (Tradução: A emoção disso), escrito pela aviadora. O livro está à venda no Submarino por R$84,90, disponível somente em inglês.
- Biography: A photographic story of a life (Tradução: Biografia - A história fotográfica de uma vida.), escrito por Tanya Lee Stone. Não encontrei versão em português e também não encontrei à venda em lojas onlines do Brasil. Porém, foi um livro que chamou bastante a minha atenção, visto que estou interessada em ler uma biografia de Amelia.
- Eu fui Amelia, escrito por Jane Mendelsohn. Este é uma narrativa sobre os momentos da aviadora. Encontrei à venda no Submarino por R$21,90.
- 20Hs, 40min, escrito por Amelia. O livro pode ser adquirido na Livraria Saraiva por R$37,00.

Pesquisando no Google também encontrei vários filmes baseados na vida da aviadora e a obra audiovisual mais recente que achei foi do ano 2009. O filme se chama "Amelia" e quem interpreta a aviadora é a atriz Hilary Swank. Fiquei com muita vontade de assistir!!

Gostou das dicas?
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Beijo, C.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Pequenas felicidades - Martha Medeiros.

"- Cachorro-quente. 

- Na esteira de bagagens do aeroporto, sua mala estar entre as primeiras a aparecer. 
 
- Receber notícias de um amigo de que você gosta muito e que andava sumido. 

- Ter recebido de presente a série inteira de Mad Men para assistir atirada no sofá. 

- Numa loja de CDs usados, por um preço irrisório, encontrar discos de Keith Jarret, Tom Waits, Chet Baker e Miles Davis que você já teve em vinil e estupidamente se desfez. 

- Livros. Encantar-se por um autor que você não conhecia. 
 
- Num restaurante com os amigos, a última rodada ser brinde da casa. 

- Dentro do cinema, não haver ninguém conversando e fazendo barulho com papel de bala e saco de pipoca. 

- Revistas TPM, Lola, Bravo, Elle, Vogue, Joyce Pascowitch – revistas de moda, cultura, entretenimento e decoração são sempre um luxo acessível, uma fantasia necessária. 

- Lareira. 

- Sair bem na foto. 


- Passar um fim de semana no Rio. 


- Um bom programa de entrevistas na tevê. 


- Uma consulta altamente proveitosa na terapia. 

- Flores, folhagens, jardins, árvores, montanha. 

- Acertarem no presente. 

- Taxista que não corre. 

- Prazos de validade bem visíveis nos produtos perecíveis. 

- Banho quente. Sem pressa pra sair. 

- Declaração de amor de filho. 

- Declaração de amor do seu amor. 

- Conversar longamente com sua melhor amiga. Tomando um vinho tinto, melhor ainda. 

- Alguém encontrou e devolveu a carteira que você havia perdido com todos os documentos dentro. 

- Barulho de chuva antes de dormir. 


- Dia de sol ao acordar. 

- Massagem. 

- Receber um elogio profissional de alguém que você admira muito. 


- Subir na balança e descobrir que emagreceu. 

- Check-up que não acusa nenhum distúrbio de saúde. 

- Lembrar detalhes de um sonho bom. 


- A vibrante pulsação de um show ao vivo. 


- Biografias bem escritas de personalidades interessantes. 


- Praia com mar de cartão postal. 


- Festa boa. 

- A luz voltar. 

- Um dinheiro extra que você não estava esperando. 


- Beijo. 

- Sair do dentista ouvindo a recomendação de voltar só dali a um ano. 


- Uma noite bem dormida. 


- Ter concluído satisfatoriamente todas as pendências da semana. 

- Seu time fazer o gol decisivo no último minuto do jogo – é preciso sofrer um pouquinho na vida. 

- Coca-Cola. Bombom. Pão com manteiga. Queijo. 

- Chorar de rir. 


- Quitar uma dívida. 

- Rever as obras de um pintor de que você gosta muito. 

- Seu cachorro de estimação. Seu gato aninhado em seu colo. 

- Identificar suas próprias pequenas felicidades e, mesmo nem tudo dando certo, gostar da vida que leva."

Publicado no Jornal Zero Hora, 22 de Julho de 2012.
*Em negrito os itens que mais tiveram a ver comigo. 
Beijo, C.
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sábado, 21 de julho de 2012

O vento do sul.

 Essa confusa sensação que acompanha esse vento do sul, na qual consigo perceber o lado bom e o ruim de várias situações; pessoas tentando ser o que não são, mudando sempre para se enquadrar no momento em que vivem, não para o sempre, mas mudando conforme o momento, sem ideia e conduta firmes. Isso não é honrar a própria essência, isso é mudar conforme o que disserem à você. Talvez de errado não haja nada, mas também significa que existe a falta de um propósito fixo, um ponto de vista próprio pelo qual defender e viver.

Ao mesmo tempo, vejo pessoas reconhecendo suas falhas, e não somente falhas, mas deficiências, questões em suas vidas que precisam resolver, mudar, pois sentem que algo não vai bem. Tão humano e humilde quando admitimos aquilo que sabemos estarmos errando.

Todo dia podemos encontrar, e até mesmo contar, o quanto vemos de errado em nós mesmos e nos outros.
Mas deixe-se levar, assim como eu me deixo levar também, pelos milagres tão lindos que acontecem diariamente.

 O vento sopra como um aviso de que a vida continua a passar rapidamente, mas para aqueles que se sentem bem consigo mesmos, o vento também diz que continuamos a seguir na direção em que algo bom nos encontrará.

Corajosos aqueles que sentem o vento soprar no rosto e sentem que este está tentando aliviar algo que dói por dentro e, sentindo este incômodo, assumem que precisam mudar, encontrar um novo caminho, se reencontrar consigo mesmos. Corajosos, pois tão raro isso é e tão poucos se arriscam.

* Texto dedicado à todos os corajosos que admitem suas falhas e buscam artificios para modificá-las.

Beijo, C.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Memórias de objetos e coisas mais.

 Aos poucos objetos antigos vão sendo trocados, apagando memórias tão reais e físicas do que não existe mais. Objetos que vão embora também levam consigo um pouco de nossas memórias.

Sobrou para mim retirar o que ainda havia lá; estou trocando, hora de limpar o lugar para que outros usem, vivam, criem memórias. E é triste fazer isso, eis algo que muito dificilmente volte: objetos jogados fora, carros trocados, lugares que resolvemos deixar de morar. Mas o que dói são as memórias que levam embora não somente momentos, mas pessoas... Pessoas que já não vemos mais, que só temos acesso por meio disto: memórias.

Aí, quando não tem ninguém pra te lembrar, você pensa sozinho, enquanto dá tchau para o carro que não é mais seu, a casa que você não mora mais: "Lembra daquele dia...". E pronto, milhares de memórias são acessadas trazendo consigo pessoas, e entre essas pessoas algumas que você nunca mais viu e outras que você sabe que nunca mais verá.

Objetos, vez ou outra, não são substituídos porque quebram, são substituídos pois vem alguém e diz: "- Tá na hora de trocar isso, não acha?".
E por tal pensamento somos levados ao "Realmente, está na hora."
E vez ou outra a atitude parte de nós, hora de trocar, mudar, fazer diferente, pois inércia não realiza e nem contribui para os nossos avanços humanos. Então mudamos, trocamos, deixamos objetos irem embora e sabemos que outros melhores virão.

Dói. Dizer adeus para o que foi nosso é algo que dói e tudo isso por causa das lembranças que temos daquilo que um dia era de nosso pertence e de nossas memórias, e que agora será lar das memórias de outrem.

**Texto dedicado aos meus memoráveis objetos e utensílios, bem como algumas coisas em minha vida que me disseram: "- É hora de mudar." E não apenas por eles, mas pelas memórias tão felizes e as pessoas tão importantes que todas essas coisas que mudei me faziam lembrar.
E só pra constar, uma dessas pessoas, é você pai.

Beijo, C.
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Aprendendo a desaprender - Geração de Valor.



Desde pequenos, escutamos que devíamos estudar, tirarmos boas notas para arrumarmos um bom emprego e comprarmos uma casa própria financiada por 30 anos por um banco do governo, onde passaríamos o resto da vida.

Desde pequenos, assistimos muitas matérias em telejornais, entrevistando desempregados desesperados e endividados, em busca de uma oportunidade numa enorme fila dos exluídos. Isso dava um medo do futuro...

Desde pequenas, muitas meninas ouviram que homem não presta; enquanto, do outro lado, muitos meninos ouviam que mulher é tudo vagabunda. Mais do que ouvir, muitos assistiram de camarote, como num reality show, o casamento de seus pais se dilacerar, regado a um tempero de muitos gritos, agressões e desrespeito.

Crescemos. E agora, como estarmos pronto para esperar mais da vida sem ter medo dela? Como sonhar em empreender, correr mais riscos, sem o pavor de sermos um daqueles desempregados e endividados das matérias que assistimos? Como se entregar a um relacionamento de corpo e alma, sem temermos nos machucar?

Conclusão: Pra vencermos em todas as áreas de vida, muitas vezes, precisamos DESAPRENDER muito, ou quem sabe até tudo que aprendemos desde nossa infância.

A vida é agora. Independentemente das injustiças que presenciamos, somos capazes de conquistarmos muito mais do que tentaram nos convencer que éramos desde criança. MUITO MAIS!

Gostaria muito de ter o poder de lhe fazer acreditar mais em você, mas este poder está somente em suas mãos.

#PenseForadaCaixinha

Mais textos como esse você encontra em: www.facebook.com/CanalGeracaodeValor

Beijo, C.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

O encurtamento das durações - Martha Medeiros.




"Quanto tempo leva para superar a dor da perda? Quanto tempo para digerir uma rejeição? Absorver que um sonho terminou? Esquecer uma frustração? Uma mágoa de infância? Um trauma? Uma demissão? Os psicanalistas provavelmente responderão que é preciso respeitar o ritmo de cada um. Há quem seja rápido na retomada da vida, e há os mais lentos, que necessitam de um acompanhamento mais intensivo. Não há como decretar: dois dias, dois meses, dois anos. 

Só que a maioria da população não procura psicanalistas. Não têm dinheiro pra isso, e muito menos disponibilidade. As pessoas não podem parar no meio do dia para se consultar, pois trabalham insanamente, e tampouco possuem tempo para, segundo elas, desperdiçar. Sabe-se que análises são demoradas, que buscam e rebuscam nossa intimidade, que não é num estalar de dedos que se atenuam as dores internas. E qualquer coisa que demore, hoje em dia: não, obrigada. 

Que inquietação. 

O passado e o futuro são dois períodos que já não interessam: cultua-se o presente como nunca antes. O que vale é este momento, agora, o instante vivido. Tudo digitalizado, virtual, instantâneo. Quem ainda espera dias por uma resposta? Meses por uma solução? 

Na vida burocrática, governamental, a demora ainda é praxe e se vale da morosidade para arrecadar mais e mais dinheiro, mas no plano pessoal, encurtaram-se as durações. Vive-se tudo de forma mais compacta, o começo e o fim mais próximos do que jamais foram. E acabamos impregnados dessa urgência, dessa vontade de resolver todas as tranqueiras com a maior agilidade possível. 

Porém, há tranqueiras e tranqueiras. 

Você consegue resolver pendências profissionais de imediato, consegue tomar decisões práticas sem se alongar: parabéns. Salve a produtividade. Mas não foram essas as questões levantadas no início desse texto. Falávamos de tristezas, de cicatrizar feridas, de aceitar o destino que nos coube, de assimilar mudanças. 

Sentimentos não são regidos por megabytes por segundo, não se vinculam a relógios, não obedecem a leis objetivas – é o curso da natureza que manda. E a natureza é surda e cega para o desatino. Exige a introspecção devida, sem a qual nada se resolve, só se mascara. 

Diante da dor emocional, só há uma ordem a respeitar: paciência. De nada adianta inventar alegrias fajutas e se oferecer para a cobiça do mundo sem antes estar com a alma serenada e forte. É preciso saber esperar, do contrário a gente se atrapalha e só reforça a miséria existencial que preenche as madrugadas. 

Basta de tanta gente evitando pensar, evitando chorar, evitando olhar para dentro de si mesmo, sorrindo de um jeito tão triste que só faz demorar ainda mais o reencontro com o sorriso verdadeiro – aquele aguardando a hora certa de voltar."

Zero Hora, 15 de Julho de 2012.
Beijo, C.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012

O homem do futuro.

 Com a trilha sonora de Legião Urbana, mais um filme brasileiro me surpreendeu pelo enredo e história.
Uma mistura de física quântica, presente e futuro regidos pelo passado. Afinal de contas, quantas vezes pensamos no passado e sentimos aquela vontade de termos mudado algo para então ter um futuro e, consequentemente, presente diferentes daqueles que acabamos tendo? Aquela tal de pergunta curiosa "E se tivesse sido/acontecido?".
O homem do futuro aborda essas questões e com Wagner Moura no papel principal contracenando com Alinne Moraes, uma ótima comédia romântica se formou.

Confesso que a mistura de Legião Urbana com a trama do filme deixou-me encantada. E juntamente com o filme acabei percebendo que mudar acontecimentos do passado talvez nos deixem pior na situação do presente... Mas tudo isso você confere neste filme que é para ser visto mais de uma vez e encarado integralmente com a lição que trás. #indico !!

Trailer:
Beijo, C.
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sábado, 14 de julho de 2012

Lição de vida.


Já ouvi muitas besteiras por hoje, dizendo besteiras me refiro à comentários super negativos sobre o mundo. Foi muito, ouvi demais e só pensei comigo: "Pareeemm de dizer tantas coisas ruins, pois a verdade é que vocês esqueceram do lado positivo da vida!".

Eu tenho visões diferentes sobre todas as reclamações que chegaram ao meu ouvido hoje, sim, são coisas comuns, todo mundo reclama sobre tudo de vez enquando e algumas pessoas quase sempre. E, sinceramente, gostaria que as pessoas encarassem todo esse negativismo por uma perspectiva diferente.

Pois que hoje, logo nos primeiros minutos da tarde, conversei com um amigo que adquiriu um pouco da percepção que tenho sobre todas as coisas que sabemos reclamar, mas não vendo que existem fatos e situações piores. Eu lido com pessoas que tem Síndrome de Down. Você, lendo isso, já vai tirando suas várias conclusões e encantamentos. E é exatamente isso: Muitas pessoas verdadeiramente não sabem o que é a SD, mas ao ler este meu relato já sabe que se trata de um trabalho especial. Já com o meu amigo a história é diferente, mas a situação que ele vivencia também é a de lidar com uma pessoa que tem certo tipo de deficiência.

Eis que ele me diz: " Eles são tão, como posso dizer... Tão alegres vivendo do jeito que eles vivem" e "Nem eu tenho toda essa alegria que eles tem".
Ao que eu complementei: "E dai a gente percebe o quanto a gente acaba reclamando por tão pouco."

Talvez essa teria que ser uma lição para o todo; se você quer ser alguém que quebra a barreira de preconceitos e ter outra visão de vida e mundo, lidar com pessoas que tem alguma deficiência é a melhor contribuição e experiência para que isso realmente aconteça. Claro, livros ajudam, acompanhar casos pela Internet também, mas estar em contato hu-ma-no, abraçar, conversar, interagir é o que verdadeiramente te modifica e te faz perceber que o tanto de negativismo que enxergamos é muito mais surreal do que verdadeiro.




Beijo, C.
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Inspire-se - Geração de valor.



Estou aqui mais para incomodar do que para agradar;
Mais para lhe confrontar do que para confortar;
Mais para produzir a crise da mudança do que para animá-lo em direção ao nada.
Para mostrar para onde vai a boiada e para onde você não deve prosseguir.

Estou aqui pra que vc questione mais;
Pra você sair do lugar;
Pra dar um basta na mesmice;
Rejeitar o óbvio;
Conhecer o novo.

Estou aqui para convidá-lo a pensar por um outro ângulo;
Pra contar a história dos que chegaram lá;
Pra dizer que é possível;
Pra abrir minha privacidade em troca de dar esperança aos que sonham em construir o seu projeto;

Mesmo correndo todos os riscos.
Riscos de ser mal interpretado;
De concorrentes aprenderem alguns segredos;
e de invejosos e recalcados lançarem pedras.

O que quero em troca?

Que no dia que você chegue lá, vc se lembre que alguém acreditou quando você era apenas uma promessa. E que o GV tenha lhe inspirado a ponto vc ter a mesma disposição de fazer o mesmo por outras pessoas. 

Sempre haverá aqueles que precisam aprender a pensar fora da caixinha. Acredite. Tudo começa com esta mudança na forma de ver o mundo. Tudo começa assim!

#EuSouGV

Beijo, C.

Tendo a lua - Paralamas do sucesso.



Eu hoje joguei tanta coisa fora e vi o meu passado passar por mim.
Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim.

O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu e lendo teus bilhetes, eu lembro do que fiz.
Querendo ver o mais distante sem saber voar, desprezando as asas que você me deu

Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua merecia a visita não de militares, mas de bailarinos e de você e eu.


Vídeo: 

Beijo, C.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

É preciso confiança.

 Como condição, ele vai te abraçar.
Como enlace, ele vai te beijar.
Como entrega, ele vai dizer que te ama.

Mas não estime-o. Abraçar, beijar, dizer que ama... Tão prático e quase banal nos dias de hoje. Prático, banal e fácil, diga.

Confiança vai ser o que você vai ter; confiança está um nível mais alto do que amar, ou talvez faça parte do verbo amar em uma relação entre dois.
Confiança é tudo o que você terá. E se ela não estiver no contexto, desista. Ou então a crie, mas saiba que esse tipo de envolvimento só consegue ser benéfico se vier naturalmente... Manipulado dificilmente dura.

Não vale reclamar, dizer que "tudo ruim, obrigado" quando você sabe que a confiança pode estar entre todas as pessoas do mundo, menos entre vocês dois. Quem você tenta enganar? Para quem costuma reparar em gestos ocultos e palavras silenciadas, apenas um deslize basta para entender isso que você esconde.

Por favor,
Como condição, converse e descubra bastante sobre ele antes de decidir se é "ele" ou não;
Como enlace, gere e tenha confiança nele;
Como entrega, deixe que ele segure sua mão e te deixe perceber naturalmente que a sua aposta está valendo a pena.

Beijo, C.
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Quando o semestre acaba.


Tocava no meu mp4 a canção que eu sabia ter feito com que eu me encontrasse ali no momento em que a ouvia.
"Speed of sound" da tão consagrada banda britânica Colplay convocou-me para a introspecção no, então, final de semestre, o meu "01/2012".

Tão mais que pensar, rememorei meu caminho, o trajeto que me levou até a janela do ônibus que não mais seguia seu percurso com a luz do dia, e sim com a contemplação e o mistério da lua.
Eu costumava ouvir essa música quando ia pelas primeiras vezes, enquanto ainda estava finalizando o ensino médio, na faculdade que, então, decidi cursar minha formação acadêmica. "Speed Of Sound" foi o tema do meu "TCC" no projeto que participei antes de ser aluna matriculada na faculdade que hoje estudo. O sentimento pelo lugar surgiu exatamente naqueles dias.

Essa semana encerrei o primeiro semestre nessa vida de acadêmica - vida a qual gosto de pensar que começou antes do término de meu ensino médio devido ao projeto que participei. Aprovei nas disciplinas que cursei e sinto-me realizada. "Ufa, meu esforço e toda a correria valeram a pena!".
Mas não foi apenas "aprovar em disciplinas". Experimentar este primeiro semestre foi conhecer pessoas maravilhosas, nas quais vi tanto de semelhança e, ao mesmo tempo, de diferença em relação ao meu jeito, o que, de fato, foi tão importante e, isso mesmo, diferente! (Visto que até então, no ensino médio, me sentia guiada por igualdades e as diferenças assustavam.)

Foram tantos rostos, momentos... Em primeiro impacto, silêncio, desconhecido. De repente, encontros e identificações, conhecemos e sabemos mais do que apenas o nome ou a fisionomia dos, então, colegas.
Como citei em um outro texto meu, cerca de 110 pessoas diferentes estiveram ao meu alcance este semestre. Foi tão bom conhecê-las, sabendo que várias conquistaram um espaço em meus pensamentos e consequentemente em meu coração.

E ainda ontem vi que duas pessoas faziam suas últimas visitas à faculdade, final de semestre, vários alunos se formando. Claro, vi a felicidade em tais rostos, mas também um princípio de nostalgia tomando conta dos mesmos olhares. O fim do curso dessas duas pessoas pareceu-me tão compensador quanto o começo da minha trajetória em uma faculdade.

Nesse começo de vida acadêmica, onde speed of sound me levou, declaro a minha única sentença: Faculdade é tão melhor do que Ensino Médio! E o lugar que escolhi para consolidar minha formação acadêmica está sendo melhor do que eu poderia ter imaginado.

Beijo, C.
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Mais perto de mim - Jota Quest.



Quem sabe um dia ainda consiga entender que o proibido já não basta pra nós.
Um argumento, algo mais pra dizer que permita desatar nossos nós.

Fidelidade ao amor, é sempre estar assim. Se estou mais perto de você, estou mais perto de mim.

Lugar comum pra mim, é algo assim onde se trai o sentimento maior.
E de repente eu não consigo entender se o que passou podia ser bem pior.

Clipe:
Beijo, C.

domingo, 8 de julho de 2012

Livro, um alvará de soltura - Martha Medeiros.


 "O livro é a vista panorâmica que o presídio não tem, a viagem pelo mundo que o presídio impede.

Costumo brincar que, para conseguir ler todos os livros que me enviam, só se eu pegasse uma prisão perpétua. Pois é de estranhar que, habituada a fazer essa conexão entre isolamento e livros, tenha me passado despercebida a matéria que saiu semana passada em Zero Hora (da qual fui gentilmente alertada pela leitora Claudia) de que os detentos de penitenciárias federais que se dedicarem à leitura de obras literárias, clássicas, científicas ou filosóficas poderão ter suas penas reduzidas.

A cada publicação lida, a pena será diminuída em quatro dias, de acordo com a Portaria 276 do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). No total, a redução poderá chegar a 48 dias em um ano, com a leitura de até 12 livros. Para provar que leu mesmo, o detento terá que elaborar uma resenha que será analisada por uma comissão de especialistas em assistência penitenciária.

A ideia é muito boa, então, por favor, não compliquem. Não exijam resenha (eles lá sabem o que é resenha?) nem nada assim inibidor. Peçam apenas que o sujeito, em poucas linhas, descreva o que sentiu ao ler o livro, se houve identificação com algum personagem, algo simples, só para confirmar a leitura. Não ameacem o pobre coitado com palavras difíceis, ou ele preferirá ficar encarcerado para sempre.

Há presos dentro e fora das cadeias. Muitos adolescentes estão presos a maquininhas tecnológicas que facilitam sua conexão com os amigos, mas não sua conexão consigo mesmo. Adultos estão presos a telenovelas e reality shows, quando poderiam estar investindo seu tempo em algo muito mais libertador. Milhares de pessoas acreditam que ler é difícil, ler é chato, ler dá sono, e com isso atrasam seu desenvolvimento, atrofiam suas ideias, dão de comer a seus preconceitos, sem imaginar o quanto a leitura os libertaria dessa vida estreita.

Ler civiliza.

Essa boa notícia sobre atenuação de pena é praticamente uma metáfora. Leitura = liberdade ao alcance. Não é preciso ser um criminoso para estar preso. O que não falta é gente confinada na ignorância, sem saber como escrever corretamente as palavras, como se vive em outras culturas, como deixar o pensamento voar. O livro é um passaporte para um universo irrestrito. O livro é a vista panorâmica que o presídio não tem, a viagem pelo mundo que o presídio impede. O livro transporta, transcende, tira você de onde você está.

Por receber uma quantidade inquietante de livros, e sem ter onde guardá-los todos, costumo fazer doações com frequência para escolas e bibliotecas. Está decidido: o próximo lote será para um presídio, é só escrever para o e-mail publicado nesta coluna. Que se cumpram as penas, mas que se deixe a imaginação solta."

Publicado no Jornal Zero Hora, 08/07/2012.

 Beijo, C.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pensando com a chuva.


Estou nessa de pensar com a chuva hoje. Olhar o tempo lá fora e me confundir, também.
Ouço o barulho dos carros passando pelo asfalto. Nem me arriscaria a querer estar lá, onde estou está ótimo, mas se eu estivesse debaixo de cobertores assistindo à série Friends, é claro que me sentiria melhor. 

A chuva é encalço, me faz pensar longe e imaginar tão mais além.
O frio tenta desproteger e a chuva engolfa qualquer ânimo, mas é preciso continuar com o coração quente, embora interferências externas.
Até então me perguntava se sabia entender, ou ver, todas essas resoluções, só que essa sempre vai ser a grande e unânime diferença entre dois, o oposto sem revelação, pois um sabe onde quer estar daqui há cinco anos, tem planos para o futuro e pretende se esforçar para alcançar tais propósitos. O outro se quer sabe quais oportunidades procura, consequentemente nesta falta de direção rege a inércia e a confusão disfarçada.

Choque, conflito e miopia. Um pois desmistifica seu lado míope, o outro pois não pode enxergar além disso.

Eu sabia. Só poderia ser. A única garantia é a continuação, e não muito importante será o que virá com ela e nem o que foi deixado para trás, e sim o quanto dela pudermos aproveitar, sabendo o quanto podemos fazer valer a pena todos esses curtos mas eternos momentos de nossa existência.

Beijo,C.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Playlist de inverno: Fotos na estante - Skank.

 Sem mais nem menos. Sem remédio, sem desculpa.
Em horas tortas, horas tímidas, ocultas...
Pelas esquinas de olhares indiscretos... O nosso amor, amor claro de objeto.
 Sem dor ou crime, amor simples e direto.
(...)
Digo o que fazer então são memórias tão reais do que nunca aconteceu.Desenhei miragens tolas nas margens do seu deserto e uma verdade impossível só pra ter você por perto.

Música:

Beijo, C.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Daquilo que não sei ou não contei.


Já eu não posso dizer o mesmo sobre mim.
Algumas histórias, acho que não quero contar. Não por medo de seus ouvintes e testemunhas ou dos pensamentos que surgirão em suas mentes depois de eu declarar a minha setença. E sim pois acho que nem mesmo eu quero que sejam histórias que eu queira recordar.
 Será que perco muito por guardar somente para mim?
Ou será que perco por não querer revelar alguns momentos?

Todo mundo procura um refúgio, ou vários deles, eu sei. Talvez esse seja o meu, e talvez seja aquilo que eu menos consiga compreender em mim.
E seria um erro ser assim, eu digo, querer guardar assim?
Não sei o quanto deste jeito pode fazer com que eu perca algo e o que exatamente.

Ás vezes pensar que realmente sabemos em que tudo o que vivemos ocasionará - o que viveremos, seremos, teremos - parece ser tão simples. Mas talvez não seja. Nunca é.

O quanto será que deixei passar não posso saber ao certo, mas se deixei o tanto que penso ter deixado, desmestifico meus erros. Sempre vivi tão bem e fui à lugares que nunca pensei que estaria.
Mas algumas coisas que nunca vivi, elas parecem estar fazendo falta agora.

Confesso que algumas vezes parei, voltei, deixei. Ah... Mas dessas tantas, tanto aconteceu e acabou sendo exatamente do jeito que havia de ser - perfeitamente do jeito que havia de ser.

É quarta-feira, mas acordei pensando que hoje era terça.
Falam-me sobre 2013, e eu penso que ainda está muito longe. Faltam apenas seis meses.
É inverno, mas o calor que faz lá fora faz com que eu me sinta no auge do verão.
Vivi já mil histórias, mas só de pensamento sei das quais que nunca contei - nem para os outros, nem para a minha memória outra vez.

Beijo, C.
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terça-feira, 3 de julho de 2012

10 trechos do livro Perdas e Ganhos - Lya Luft.


1)"Na arte como nas relações humanas, que incluem os diversos laços amorosos, nadamos contra a correnteza. Tentamos o impossível: a fusão total não existe, o partilhamento completo é inexequível. O essencial nem pode ser compartilhado: é descoberta, e susto, glória ou danação de cada um - solitariamente."

2)"Pois viver deveria ser - até o último pensamento e o derradeiro olhar - transformar-se."

3)"Mas somos inocentes das fatalidades e dos acasos brutais que nos roubam amores, pessoas, saúde, emprego, segurança, ideias."

4)"A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias."

5)"Carregamos muito peso inútil. Largamos no caminho objetos que poderiam ser preciosos e recolhemos inutilidades. Corremos sem parar até aquele fim temido, raramente nos sentamos para olhar em torno, avaliar o caminho, e modificar ou manter nosso projeto pessoal."

6)"Uma boa parcela dos sofrimentos entre as pessoas nasce do desencontro e da incomunicabilidade."

7)"Somos tudo isso. Nossa anistia ou nossa aniquilação."

8)"Devo machucar quem amo, e certamente sem razão me sinto ferida algumas vezes."

9)"O casal mais feliz haveria de ser aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente a cada dia se olharia como da primeira vez, se enxergaria - e se escolheria novamente."

10)"A felicidade é assim: cada um, a cada dia, aceita a que o mercado lhe oferece... ou determina a sua."

Vale muito a pena ler o livro!! Amei.
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Beijo, C.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Afogando-se num pires - Martha Medeiros.



"A vida não é bolinho, quem não sabe? Mas é impressionante a quantidade de pessoas que conseguem complicá-la ainda mais. Acreditam que só erros enormes geram consequências, sem perceber que as pequenas bobeadas é que desgastam. Nem se dão conta da quantidade de facilitações que poderiam aplicar no dia a dia, tornando a vida bem mais producente. 

Exemplos, exemplos. 

Ligar-se minimamente num troço chamado relógio, pra começar. Se você tem hora marcada para uma consulta, hora marcada para fazer uma prova, hora marcada para pegar um avião, qual é a dificuldade de planejar o tempo que vai levar até lá? Chega de colocar a culpa no trânsito. 

É claro que você pode prever se vai levar meia-hora ou 50 minutos para deslocar-se – o pior que pode acontecer é chegar antes, e aí nada como ter um livrinho à mão enquanto aguarda (já dizia Gabriel García Márquez: se cada um levasse um livro dentro da mochila, o mundo seria bem melhor). 

“As pessoas se afogam num pires”, costuma sentenciar uma psicanalista amiga minha, confirmando que a maior parte das pessoas poderia simplificar suas vidas, mas são especialistas em se atrapalhar, e o pior: transformam essas pequenas atrapalhações em crises existenciais. Ó, nada dá certo pra mim. 

Se alguém tem que ir até um endereço que não conhece, é tão fácil consultar o Google Maps antes de sair. No caso de gamar por uma blusa na vitrine, seria prudente saber se o saldo no banco comporta essa compra extra. Se a última garrafa d´água da casa foi aberta, não custa passar num mercadinho e renovar o estoque pra não ser surpreendida por uma sede absurda no meio da noite. 

Se vai ter um big festão na sexta, não convém chegar ao cabeleireiro sem hora marcada. Se ofendeu um amigo, melhor pedir desculpas antes que se transforme numa mágoa séria. Se o filho tem dificuldades na escola, não esperar o último mês do ano letivo para tomar providências. Planejou uma viagem ao exterior? 

Confira o prazo de validade do passaporte (não no dia do embarque, gênio). Se o seu santo não cruza com o de um fulano, para que sentar à mesma mesa que ele? Se agendou uma entrevista de emprego, confira antes se a camisa está limpa e passada. Marcou um compromisso para as 16h, não marque outro para as 17h no outro lado da cidade. 

Se está em guerra com a balança, ok, é difícil perder peso, mas continuar comendo uma caixa de Bis por noite não vai operar milagres. É claro que sua cunhada vai se chatear se você expor na sala as fotos do seu irmão com a ex-mulher dele. Pô. 

Você deve ter lembrado de mais uns 200 exemplos da série “se posso complicar, por que facilitar?”. São essas pequenas besteirinhas do cotidiano que, mal administradas, fazem com que nosso dia seja mais encrencado que o dos demais, mas quem vai se dignar a planejar um dia satisfatório se a ordem é deixar rolar? 

E lá vai você rolando para dentro do pires, se afogando numa pocinha de nada."

Publicado no Jornal Zero Hora, 01/07/2012.

Beijo, C.
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