domingo, 30 de dezembro de 2012

Ei 2012!! Obrigada por tudo!!



Ao som de The wings - Gustavo Santaolaolla - me sinto pronta para dar tchau à 2012. Amei muito todos os momentos que vivi durante os 365 dias desse ano. Acho que minha vida mudou bastante, até mesmo para circunstâncias que nunca me imaginei vivendo.

Enquanto ouvia e via os fogos de artificio que me traziam o novo ano, eu sentia que tudo iria mudar. Pensava: "É isso, ano! Faça o seu melhor, pois eu espero o melhor. Tudo vai mudar, aposto minhas fichas, mas prefiro que o desconhecido me encontre e surpreenda."

Muitas lições, novidades e a consciência de ter vivido e aproveitado tudo o que eu podia das oportunidades que me foram oferecidas. Confesso agora a minha saudade, a saudade que vou sentir de tudo o que 2012 me trouxe e que sei que fica nele, pois em 2013 tudo mudará novamente - por interferência voluntária e involuntária também. Vivi tantas coisas boas, conheci tantas pessoas maravilhosas que é triste dizer tchau, mesmo que apenas por transmissão de pensamento - aquele que nos diz que o nosso tempo do lado de certas pessoas acabou.

Foi em 2012 que fiz a primeira viagem internacional de avião da minha vida. Conheci o Peru! E juntamente nesse ano foi que tive acesso a primeira maravilha do mundo que eu conheceria. Esse era um fato que eu já sabia que aconteceria, afinal a viagem foi planejada no final de 2011. Amei ter vivido isso, e amei também os fatos que não planejei - o inesperado que desejei enquanto o ano apenas começava.

Uma de minhas maiores lições para esse ano foi ter trabalhado junto à pessoas com Síndrome de Down. Em meu primeiro emprego fui cercada de pessoas maravilhosas que trouxeram para mim os mais lindos dias e compensatórios também. Me senti realizada em todas as funções trabalhistas que vivi no ano de 2012.

Também em 2012 fui para São Paulo passar alguns dias, viver a loucura que é fazer compras em plena 25 de Março.

Fui submetida a provações também, ao cansaço, ao verdadeiro "se desdobrar em três". Vontade de desistir de tantos planos? Quase nada, e mesmo nos momentos que queria desistir, me reergui mais uma vez com aquele pensamento "A vida não para por ninguém; não vai parar por mim."

Mas foi também nesse ano, mais para o final, que reencontrei meu rumo. Cheguei a me cercar do pensamento de que acabei encontrando um novo rumo, porém não é verdade dizer isso. Eu, na verdade, resolvi repensar o rumo que já havia traçado para viver, que sempre morara nos meus sonhos, na profundidade de minhas maiores vontades. Aquilo que sempre assisti, sempre tive vontade de viver, mas nunca me permiti. Talvez porque ainda não havia chego a hora certa... E agora chegou. Em 2013 irei em busca de viver todos esses sonhos, agora que tenho mais certeza sobre o que de melhor sei fazer na vida, além de saber que não serei jovem para sempre - aliás: ninguém vai ser...

Recebi feedbacks lindos em 2012. Coisas que jamais pensei que ouviria, que me diriam com tanta simplicidade e sentimento. É mágico quando tudo surge naturalmente!

Acho que também pensei que poderia dar por encerrado este ano ainda quando novembro terminava... Porém, surgem os dias e as voltas que o mundo dá e muitas coisas surgem para surpreender - coisas que talvez possam se tornar duradouras, marcantes e que irão comigo para o ano de 2013. É a prova de que até o último segundo de um mesmo dia, ano tudo pode acontecer... Você nunca  sabe o que te espera em tal lugar - uma grande oportunidade ou uma pessoa marcante (leia-se um grande amor).

Apenas agradeço por ter vivido tão intensamente 2012, por ter sido um ano que mudou minha vida pra valer. Sentirei saudades, mas fico na expectativa de que o novo ano seja melhor ainda, ciente das mudanças que 2013 trará.


FELIZ ANO NOVO PARA TODOS OS LEITORES DO DOCE ESTRANHO MUNDO DE CAROL!! OBRIGADA POR TODOS PELOS MAIS DE 105.000 ACESSOS!!! CONTINUEM POR AQUI SEMPREEE E CURTAM A PÁGINA www.facebook.com/doceestranhomundodecarol

Nos vemos em 2013 (:

sábado, 29 de dezembro de 2012

O que 2013 nos reserva?

Estamos há menos de 72 horas de um novo ano começar. Este não vai ser o meu post de agradecimento pelo ano que vivi, e nem para refletir sobre tudo o que nele aconteceu. Acho que ainda estou tentando encontrar palavras para agradecer por tudo o que vivi. Neste post aqui vou continuar meus desejos de que 2013 seja um ano lindo e abençoado.

Então aqui vão minhas dicas para refletir sobre as possibilidades do novo ano.
Primeiro a charge:

E dois vídeos que encontrei em fan pages no facebook:

E este: http://www.youtube.com/watch?v=gOOkcKb4Ny4


Também achei interessante o comercial de tv do Banco Itaú.



#Inspire-se!

Beijo, C.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

(...) Você foi brilhante.


‎"- Você foi brilhante, uma beleza de ver - disse Alice.
- Obrigada.
- Vamos vê-la em alguma outra peça neste verão?
A jovem olhou para Alice por um tempo incomodamente longo, antes de responder.
- Não, esse é meu único papel neste verão.
- E você só está aqui para a temporada de verão?
A pergunta pareceu entristecer a moça, enquanto ela a considerava. Seus olhos se encheram de lágrimas.
- Estou. Vou voltar para Los Angeles no fim de agosto, mas estarei por aqui muitas vezes, para visitar minha família.
- Mamãe, esta á Lydia, sua filha! - disse Anna."

(Trecho retirado do livro Para sempre Alice)

Obs: O livro conta a história de Alice, que tem o mal de Alzheimer

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal.


Caminhar ao lado dele fez toda a diferença. Presente de Natal? Quem sabe poderia ser.

- Você costuma olhar as estrelas? - ela perguntou.
- Não... Mas admiro uma que encontro nas primeiras horas do dia. É a última estrela do céu, naquele momento em que o dia já amanheceu, mas ainda não há sol, apenas a lua e essa estrela. Dizem que é um planeta... O reflexo de um planeta.

Baseado em teorias, ou apenas em sua própria imaginação, foram cercados pela noite em sua totalidade, em seu momento mais escuro.
E ela pensava consigo mesma, enquanto podia olhá-lo estando ao seu lado, que o mundo realmente dava muitas voltas. Como poderia tê-lo encontrado sem querer, em uma noite nada a ver, em um instante de sua vida em que não o estava procurando? Mistérios que a vida trazia, pensou.

Deixaria de tentar entender. Queria viver. E, por fim, apreciar tudo o que havia conquistado ao longo de um dos anos mais corriqueiros e surpreendentes de sua vida.
Tudo havia sido bom, desde as primeiras horas calmas em que 2012 começava, até o agito dos últimos dias do ano. Quando o final de novembro havia chego, desejava muito que o ano acabasse logo. Mas ainda o mundo giraria 30 vezes antes que o ano acabasse. Deveria ter sabido da possibilidade das tantas surpresas que o ano ainda reservava.

Ele a abraçou apertado, tirando-a de seu devaneio. Olharam-se, e mais outra vez ela só sorriu e seguiu rumo para casa ao lado dele.

Beijo, C.
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

(...) Desejou ter sido a paixão dele.


"- Eu queria que tivéssemos passado mais tempo juntos - comentou ela.
- Como assim? Acabamos de passar o verão inteiro juntos.
- Não, não o verão, a nossa vida inteira. Tenho pensado nisso e gostaria que tivéssemos passado mais tempo juntos.
- Ali, nós moramos juntos, trabalhamos no mesmo lugar, passamos a vida inteira juntos.
(...)
- Acho que abandonamos um o outro por tempo demais.
- Não me sinto abandonado, Ali. Gosto da nossa vida, acho que temos tido um bom equilíbrio entre a independência de seguirmos nossas paixões e a experiência de uma vida em comum.
(...)
- Você não está abandonada, Ali. Estou bem aqui com você.
John consultou o relógio e engoliu o resto do café.
- Tenho que correr para a aula.
Pegou a maleta, jogou o copo na lata de lixo e se aproximou da mulher. Curvou-se, segurou entre as mãos a cabeça dela, com seu cabelo preto cacheado, e a beijou delicadamente. Alice levantou a cabeça e comprimiu os lábios num sorriso fino, prendendo o choro, só até o marido sair de seu escritório.

Desejou ter sido a paixão dele."

* O texto a cima foi retirado do livro Para sempre Alice, da autora Lisa Genova.

Beijo, C.
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Clima de despedida.


Até o ano passado as únicas despedidas decorrentes de um "até breve" e outro "nos encontramos por aí" haviam acontecido na escola. Acho que exatamente a quem eu gostaria de me referir seria às pessoas que começamos o contato no começo do ano e no término deste é lançada a despedida.
Por que isso acontece? Bom, seus colegas de faculdade do último semestre que você fez provavelmente não serão seus colegas no próximo ano. Alguns irão se formar, outros decidiram que deviam tentar outro curso, trancar o atual.

Despedidas, goodbyes.
Elas também acontecem porquê colegas de trabalho vão embora. Um novo emprego, um avanço na carreira.
Se teve algo que este ano me mostrou foi que despedidas acontecem o tempo todo, tão mais surpreendentes do que deveriam ser, eu acho, principalmente por aquelas pessoas especiais que encontramos, que gostaríamos que ficassem por muito mais tempo, e vão embora também.

O tipo de despedida que dói é aquele em que damos tchau à pessoas adoráveis, especiais e tão surpreendentes... Fica aquela nostalgia do "vou continuar vindo a este mesmo lugar, porém não a verei mais." Concluo o quanto desse tipo de nostalgia está comigo nesse final de ano, o tanto que estou vendo ir embora, certa da saudade, mas também da continuação e avanço de cada vida que encontrei.
Porém, de tudo o que vai e de tudo o que fica, concluo também minha felicidade em saber que existem pessoas que simplesmente valem, e que eu as encontrei.

Somos vítimas, mas também atuantes de despedidas. Que elas nos tragam momentos bons pelos quais recordar e sentir saudade, e também que tragam novos ares e pessoas, pois mais do que tudo o que precisamos é de renovação e a certeza de que tudo tem um ciclo, e no término de um, outro se iniciará.

Beijo, C.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Depois do ensino médio.


*** Esse texto eu dedico para todos os que se identificarem com as minhas palavras, todas as que escreverei a seguir. Talvez o que eu traduza aqui seja singular, sentimentos só meus pós-ensino médio, ou talvez outros se identifiquem também.***

As luzes do salão acenderam muito cedo, na minha opinião, naquele sábado de dezembro de 2011 - há exatos um ano atrás. Era a noite de minha formatura de ensino médio e eu queria que ela tivesse durado o dobro, triplo e muito mais de tempo. Quatro horas da madrugada e todos tinham que ir embora com aquela fria, e ao mesmo tempo doce, sensação de que algo terminava e também alguma outra coisa estava nos esperando. Acho que eu chamava de "vida" e "liberdade" essa outra coisa. Alguns poderiam pensar nisso como sendo a faculdade, novas escolhas... Livre escolha. Aquele pensamento libertador e ao mesmo tempo insano: "Agora eu vou para onde eu quiser!"

E fomos, claro, para aonde a bússola dos nossos desejos apontou. E com a nossa nova direção, saudades, é claro. Mas não o tipo de saudade que se têm olhando fotos, conversando com um ex-colega. Na verdade saudades do ensino médio se sente pela vida que era mais simples, as situações mais fáceis, e quer queira, quer não, a menor responsabilidade perante o nosso próprio destino. Afinal, terminar o ensino médio não seria isso: ser responsável pelas próprias escolhas e pelo próprio desfecho?

Antes que eu deixasse o ensino médio, já me sentia um pouco mais pensante, mais interessada em escolhas superiores, no "lá fora". Muito de mim já se encontrava fora dos portões da escola. Porém, mesmo tendo essa maturidade precoce devido a fatores e experiências singulares, confesso que aprendi muito esse ano. E percebi que realmente estar fora do ensino médio é que nos trás a vida verdadeira pelo tudo que temos que aprender a lidar.

Sempre vou sentir saudades do colégio, colegas, do uniforme rosa e azul, ou preto e laranja. Vou sentir saudades de alguns momentos que vivi, tão marcantes e eternizados em minha memória. Porém, aqui fora é tão mais intenso tudo o que se aprende, vive e escolhe. O mundo é gigante, e as barreiras menores do que a gente imagina, mas vai de nossa vontade querer quebrá-las. Também é mais incerto, carrega liberdade, mas essa vem acompanhada de responsabilidade.

É necessário. O ensino médio acaba para todos, e quem sai dele deve carregar a certeza de que foi feito um fim, uma despedida, mas essa despedida se faz tão necessária para que vejamos que tudo o que ainda temos para viver é muito mais do que o ensino médio... É muito mais do que sonhamos.


Beijo, C.
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Três meses ou trinta minutos? - Martha Medeiros


"Qual seria o prazo que uma mulher deveria esperar até ir para a cama com um homem? 

Uma amiga que mora numa cidade do interior dos Estados Unidos me conta seu espanto diante do resultado de uma pesquisa informal (ou seja, feita por ela) junto a várias mulheres americanas. Estavam num encontro de luluzinhas e o assunto de repente surgiu, mesmo sendo irrelevante para o futuro da humanidade. A questão: qual seria o prazo que uma mulher deveria esperar até ir para a cama com um homem que a convidou para sair pela primeira vez? 

Acreditem. As gringas responderam: “três meses”. É, três meses, também conhecido como 90 dias. 

Ou seja, se você sair com o cara hoje à noite, mesmo gostando muito do jeito dele e da conversa dele, só estabelecerá um vínculo mais íntimo no final de março. Em março o mundo já terá acabado, dizem. 

Se não tiver, haja papo entre os dois até lá. Haja restaurante para frequentar, haja filme para assistir. 

Mas aguente no osso: três meses é o prazo para que ele não a considere leviana, três meses é o prazo para vocês fazerem todos os exames médicos recomendados pela Organização Mundial da Saúde, três meses é o prazo para que vocês conheçam os parentes um do outro para ter uma ideia de onde estão se metendo, três meses é o prazo para a sua dieta começar a surtir efeito, três meses é o prazo para investigar se ele não tem ficha na polícia ou se já foi denunciado pela Lei Maria da Penha, três meses é o prazo para testar se é amor mesmo ou se tudo não passa de – que horror! – uma atração mútua entre dois adultos, sem preocupações com o futuro. 

Essa minha amiga, que mora há muito tempo fora mas continua com sangue latino correndo nas veias, achou a prudência das americanas meio exagerada, e resolveu fazer uma enquete similar com suas amigas daqui, por e-mail. A maioria respondeu: “trinta minutos”. 

E assim a gente ocupa os intervalos do trabalho jogando conversa fora e rindo muito com essas bobagens. Minha amiga tem emprego estável, vive numa casa linda sem grades, os estudos do filho são pagos pelo governo Obama, assim como todas as despesas relacionadas à saúde, e ela nunca foi assaltada, nem ninguém que ela conheça. Ainda assim, mesmo vivendo a vida que todo brasileiro sonha, ordenamos a ela: volte enquanto é tempo. Vá que esse puritanismo seja contagioso. 

Três anos, três meses, três dias, trinta minutos: em que encíclica está determinado qual o momento certo para duas pessoas praticarem o que tiverem vontade, de comum acordo? Sei de gente que namorou, noivou, casou virgem (sem leilão) e, quem diria, separou logo depois. 

E sei de pessoas que foram morar juntas no dia seguinte ao primeiro beijo, e juntas continuam até hoje, apaixonadas. O amor não obedece regulamentos. Mas se você estiver se relacionando com um homem que considere essa questão determinante para saber se você é uma mulher que vale ou não vale a pena investir, a resposta para quando deve ir para a cama com ele: daqui a três séculos, se cair num sábado."

Publicado no Jornal Zero Hora. Autora: Martha Medeiros.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Que seja por inteiro.


Psicologia me encanta, quem frequenta meu blog há um bom tempo sabe disso.
Acho que gosto do enigma, da procura de respostas. Talvez o que eu realmente aprecie é a reflexão, introspecção. Pensar sobre a vida, sobre coisas que acontecem comigo enquanto eu escrevo e sobre o que ocorre com a pessoa que vejo passar pela rua.

Levada nessa onda - será que posso mesmo chamar psicologia de "onda", sabendo do quão séria ela é? Bom, para mim, que não trabalho nessa profissão e o mais próximo que chego disso é refletir com aquilo que ocorre em minha vida e tentar interpretar o sentimento de outros, sim, é uma "onda" que cada vez me encanta e me admira mais.

Um dia talvez eu curse Psicologia em uma universidade. Faria isso, apenas por curiosidade, apenas para ter mais conhecimento sobre essa área da vida humana que me é tão fascinante.

Estou lendo dois livros que englobam psicologia, que dedo para escolher, não é? De repente a gente atrai livros nos assuntos que realmente nos encantam. Um se chama "Para sempre Alice", é um romance com fundamentos psicológicos, e o outro é "O ciclo vital", esse sim é dotado de termos técnicos. Estou encantada pelos dois.

Percebendo a coincidência de estar lendo duas obras nessa área, acho que talvez a palavra certa para descrever o quão envolvida me sinto com a psicologia talvez não seja encanto, mas identificação, envolvimento, ou talvez seja um verbo: gostar. Pois quando a gente gosta, ou está no estágio de amar algo, se sente envolvida, querendo verdadeiramente muito, perceba como tudo ao redor é atraído para isso, e à nós chegam coisas e pessoas relacionadas com aquilo que sinceramente gostamos.
Para mim essa é a explicação. E acredito que com isso é que a gente vai percebendo se quer ou gosta de verdade de algo, ou se apenas é mais uma opção entre as tantas outras que nos sabemos tendo.

Bom final de semana, leitores do #DEMC.

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Beijo, C.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Inspiro, depois vou embora.


Acordei diferente, ou melhor diferente de como eu lembro me sentir na segunda-feira anterior. A verdade talvez seja aquela uma: De alguma forma alguém que vive lá em cima - e que eu acredito que existe - ouve o que a gente pede e lê os desejos que expressamos somente em pensamento.

Depois de o mundo ter dado mais sete voltas, acho que respirei fundo e de alguma forma tudo começou a ficar mais leve, com aquela sensação de melhora. Ai pensei comigo mesma que quando essa nuvem de confusão se desfizer totalmente, dela restarão somente resquícios de algo que nem era bem problema de verdade.

Alguns dias a gente acorda assim, com a esperança renovada. O que fez com que eu mudasse de pensamento não sei bem dizer... Talvez algum sonho que tive à noite me fez pensar diferente. Talvez a boa noite de sono também interfira nessa esperança em encarar um novo dia.

Já nos encontramos muito perto de encerrar mais um ano. E ultimamente o que mais me pego é estando em silêncio, refletindo, abstraindo de tudo o que vivi durante 2012. Quase não falo, estou em introspecção. Até andei me estranhando... Por que tanto silêncio? É só um pause, talvez um possível entendimento de que os dias - e anos - vão passando, tudo vai mudando e eu ainda quero fazer muito com a vida que conquistei.

Conquistar algumas coisas, abandonar outras, rever antigas, jurar não querer ver mais algumas outras... Levar comigo centenas de coisas que 2012 trouxe e que desejo estarem presentes em 2013. Outras não, outras por mais que sinta a eternidade pulsar em minhas veias por elas - vai entender esse negócio de ligação que temos com tudo o que vivemos ou com as pessoas que conhecemos - prefiro deixar ir embora, deixar esse pedaço em 2012. Para essas não desejo continuações, nem que alguém fique em meu lugar. (É, ás vezes a gente é meio egoísta hehehe. Brincadeira.)

Porém há outras conquistas que também deixo para 2012, ciente de minhas novas escolhas que me levam à outros caminhos, mas, antes de ir, sinto que inspirei alguns a entrarem nesse lugar por onde passei, conhecendo as pessoas que conheci e se familiarizando com algo que eu também me senti acolhida, dentro de uma família e que agora estou deixando para seguir com os meus objetivos.

Deixo, mas inspiro. Inspiro, e depois vou embora.

Beijo, C.
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Os solares - Martha Medeiros.


"Quando pequena, sentia um orgulho bobo de ser de Leão, só porque o planeta regente desse signo era o Sol. Afora esse detalhe, não sabia nada sobre astrologia, mas agora passei a levar o assunto mais a sério e reconheci de vez o dinamismo relacionado ao astro rei. 

Sou mais verão do que inverno, mais mar do que campo, mais diurna do que noturna. Intensamente solar, e isso é, antes de tudo, uma sorte, pois sem essa energia vital eu provavelmente teria tido um destino mais sombrio. 

Ainda assim, conheço outros “solares” que são de Touro, Libra, Gêmeos e demais signos – é uma característica que, mesmo quem não a herdou do cosmos, pode e deve desenvolver. Gente é pra brilhar, já dizia outro leonino. 

Não vou continuar me referindo aos astros, pois não é minha praia. Minha praia é Torres, Ipanema, Maresias, Mole, Sancho, Porto de Galinhas, Espelho, Ferradurinha, Quatro Ilhas e demais paraísos distribuídos por esse Brasil cuja orla é um exagero de radiante. 

Quando penso que minha cidade preferida fora do país é Londres, fico até ressabiada com este meu perfil camaleônico, capaz de me fazer sentir em casa num lugar cujo sol não é visita constante. Mas é preciso passear por todos os pontos antagônicos da nossa personalidade – ninguém é uma coisa só. Também tenho meu lado cachecol e botas, mas se fosse obrigada a escolher apenas uma de mim, nunca mais descalçaria o chinelo de dedos. 

Não vejo o solar como alguém espalhafatoso. Pode ser discreto no agir, mas ele tem uma luz íntima que cintila, que se manifesta nos seus impulsos criativos, nas suas ideias que magnetizam. Ele não precisa de extravagâncias para atrair. É uma pessoa que naturalmente se dilata, que abre espaço para o novo, que circula por várias tribos, que faz do seu prazer de estar vivo uma natural ferramenta de sedução. 

O solar tem seus momentos de introspecção, normal. Não há quem não precise de um recolhimento para recarregar baterias, fazer balanços, conectar-se consigo próprio. Mas ele volta, sempre volta, e vem ainda mais expressivo em sua vibração espontânea. Há pessoas que possuem uma nuvem preta pairando sobre a cabeça. 

São criaturas carregadas, pesadas – a gente percebe só de olhar. Uma tempestade está sempre prestes a desabar sobre elas. Respeito-as, ninguém é assim porque quer, mas considero uma bobeira defender o azedume como traço de inteligência. Os pessimistas se acham mais profundos que os alegres. Não são. 

“She´s only happy in the sun”, canta Ben Harper, e faço de conta que ele se inspirou em mim, mesmo sem eu saber quem é “she” – pode ser a iguana do cara, vá saber. Que seja. Iguana, toque aqui. Sol combina com erotismo (que tons de cinza, o quê), com bom humor, com leveza, com sorriso luminoso, com água cristalina, com calor, música, cores, vida. Quando ele se põe, me ponho junto, mas não apago: quando estou no escuro, me dedico aos vaga-lumes."

Publicado no Jornal Zero Hora, 09/12/2012. Autor: Martha Medeiros.

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Beijo, C.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Trechos de "Múltipla escolha", de Lya Luft.


"É estranho pensar que tudo tem sua importância: o modo como levo o copo d'água à boca, o jeito como olho meu filho, dirijo meu carro, escrevo meu texto, prendo o botão da camisa com o cheiro da pessoa amada, cavo minha cova ou como uma fruta. Tudo modifica o mundo, tudo depende (em parte) de mim."

"E em última análise, homens que em tudo valorizam mais a beleza física, em geral são os menos interessantes, principalmente como parceiros de uma vida."

"Talvez a gente devesse aprender com as crianças que, como as pessoas muito simples, são filosofas ao natural."

"Somos as nossas paixões, mais do que nosso raciocínio frio."

"Ás vezes é preciso saltar de olhos fechados, e ver o que acontece. O palco é nosso país, a cidade, a casa e o mundo, variado como a própria vida, que pouco se domina, mas na qual podemos inventar novos heróis."

"Mas nada é inteiramente ruim se me faz questionar valores para os confirmar ou modificar. Com sorte ou otimismo, com amargor ou ceticismo, cada um inventa a sua própria teoria, calça os seus sapatos, busca seu rumo, abre (ou não) a próxima porta. E vai nadar contra a correnteza."

"Atrás de cada porta, a cada dia da vida, realizamos um trabalho a quatro mãos: nós e o velho amigo-inimigo chamado destino, abrindo e povoando um espaço que a cada gesto e pensamento nosso se expande e se ilumina, ou se apaga na neblina dos desejos inúteis. Essa é a nossa múltipla escolha. Simples assim, complicado assim."

Frases retiradas do livro Múltipla escolha, escrito por Lya Luft.

Beijo C
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Borboletas.


Tirei o esmalte de todas as unhas e não foi o suficiente. Meu nervosismo chegou na fase do roer. Odeio isso, chamado até de vício, mas sei o significado. Estou extravasando algo, é a minha forma de demostrar. Escrever ou roer unhas: das duas uma. Ou então correr. Formas de descarregamento de energia. Porém o último item ainda não estou apta a voltar. Então escrevo, ou roo unhas.

De repente senti saudade, em um misto de esquecimento e mudança de sentimentos. O tal do "seguir em frente". Quando ouvi o telefone tocar, ou mais precisamente vi o número no identificador de chamada, senti-me reconfortada, lembrada. Abraçada mentalmente, quem sabe.

Quando atendi a chamada, fui a mesma de sempre, talvez ouvindo do outro lado da linha a mesma pessoa de sempre. Não confessei minhas dúvidas, nem minha saudade e desconforto. Quer dizer, nessas horas quando a gente sabe que nossas interrogações são pequenas, acabamos dando um jeito sozinhos, sem confessar para não preocupar. Mas a verdade é que as dúvidas não são a parte mais pesada. Na verdade é a confusão que não me sinto confortável em confessar. Talvez porque só diga respeito à mim e aos meus sentimentos singulares. Decisões que reformularão meu futuro, decisões que me farão chegar mais perto de sonhos que tão ativamente cultivo.

Cada mudança sugere que nós abandonemos algo para que exista um novo começo. Isso ás vezes pode ser doloroso, porém é exatamente nessa dor, na compreensão de estar deixando algo para trás para encontrar algo novo, que percebemos o quanto valeu a pena aquilo que vivemos. E se for a saudade que restar de tudo isso - tanto para nós que vamos embora quanto para aqueles que ficam -, apesar de alguns momentos que não foram bons, significa que cumprimos nossa parte, que acabamos de deixar uma marca pelo lugar onde passamos e demos razões para as pessoas novas que conhecemos lembrarem de nosso nome.

Dias atrás conheci essa música, e não sei bem porque, mas enquanto escrevia esse texto, escutava e identificava esse texto com ela:

Beijo, C.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pensamento nas pernas - Martha Medeiros.


"Sempre acreditei que, se eu quisesse transformar alguma coisa, teria antes que passar por uma racionalização profunda e, posteriormente, por uma compreensão dos fatos. Ou seja, primeiro, pensar bastante para, então, compreender. 

Cumprindo essas duas etapas, atingiria a serenidade buscada, fosse nas questões amorosas, familiares, profissionais, existenciais. A compreensão, como num passe de mágica, soltaria os fios enovelados e só então eu poderia me modificar. 

Acontece que pensar demais cansa. Afirmo com a experiência de uma maratonista cerebral: eu vivia sempre no módulo on, com o cérebro ligado na tomada, descansando só quando dormia, e ainda assim com um olho fechado e outro aberto. Se pensar conduzia à compreensão, bora pensar, para poder entender. Sem entender, acreditava que meu barco ficaria à deriva, noites e dias sob as intempéries, sem atracar em lugar algum. 

Tanta coisa serve de cais: um casamento, uma promoção, uma cura, um projeto, uma bolada, um filho. Estamos sempre indo ao encontro de alguma coisa sensacional que ainda não sabemos o que é nem se iremos encontrar mesmo. 

Pois, diante desse imenso ponto de interrogação que é o futuro de todos nós, reformulei minhas crenças: estou me dando o direito de não pensar tanto, de me cobrar menos ainda, e deixar para compreender depois. Desisti de atracar o barco e resolvi aproveitar a paisagem. 

Primeiro mude, a compreensão virá depois. É mais ou menos o que a filosofia de Nietzche sugere. Ninguém muda apenas através do pensamento. A transformação meramente intelectual é uma presunção, não existe de fato. É preciso colocar o pensamento nas pernas e agir. O corpo é que nos leva para uma nova vida, e não a razão, diz o filósofo num texto chamado “A favor da crítica”. 

Recentemente os integrantes do programa Saia Justa discutiram o que é drama e o que é tragédia, e chegaram à conclusão de que o drama te encarcera, enquanto a tragédia, por mais dolorosa que seja, te coloca em movimento: você sai dela diferente. Do drama você não sai: você fica remoendo, remoendo, remoendo. Excesso de racionalização engessa o sentimento e não te leva pra fora, pra frente. 

De Nietzche a Saia Justa é um salto e tanto, reconheço, mas toda filosofia é bem-vinda, seja acadêmica ou de mesa de bar, de programa de tevê, de coluna de jornal. Estamos aqui para aquilo que os intelectuais rejeitam que se fale em público (mas falo baixinho: ser feliz). E a felicidade não é uma ilha paradisíaca onde nosso barco um dia atracará. A felicidade não é terra firme: ela é o próprio mar. 

Passamos uma vida perseguindo a felicidade, sem reparar que ela está justamente na perseguição. O pensamento nas pernas. O movimento. A ação. Não há muito a compreender além disso."

Escrito por Martha Medeiros, publicado no Jornal Zero Hora, 02/12/2012.
Beijo, C.
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Meu efeito festa.


O meu intuito sobre luzes rarefeitas é de esquecimento. Ouço a música, me deixo levar, embalar. Canto as canções que conheço, e aquelas que amo - enquanto ouço e as danço - fecho os olhos. Esqueço de problemas, esqueço de vida profissional e até mesmo a pessoal. Quando abro os olhos só lembro de continuar dançando, sem porquês, sem julgamentos. É o meu stop, a parada sagrada da semana que vem com codinome de esquecimento, diversão.

Quando eu chego em casa, então volto a pensar. Já foram muitas as vezes em que voltei de festas com bilhares de coisas para colocar em papéis. É claro, sem muita noção de fazer um texto coerente, e sim registrar pensamentos reflexivos. Aqueles do tipo: Esqueci de mim por um tempo - umas seis horas ou mais - e agora compreendo sensações, reações e sentimentos em mim para os quais antes não encontrava explicação. Ou então volto para casa e, ao invés de explicar o que eu já sentia, descubro diretrizes novas que fazem parte de mim desde sempre, e que apenas agora chegou o momento de percebê-las.

Esquecer-se de si mesmo. Soa impossível né? Somos reações e pensamentos o tempo inteiro. Porém é tão significativo encontrar uma forma de deixar o nosso convencional de lado, pois assim novos descobrimentos de nossa personalidade acontecerão.

Para mim festas, viagens e estar reunida com uma galera são ótimas formas. Acho que cada pessoa encontra sua forma singular. Na verdade o que faz a gente se esquecer um pouco de nós mesmos seja por algumas horas ou dias, é o quanto a gente realmente se envolve com o local ou as pessoas. De nada adiantaria ir à uma festa e continuar pensando naquele problema no trabalho, ou então aquela prova da faculdade. Não, a gente só esquece de si mesmo estando em uma festa se dança até os pés doerem, se canta algumas canções - mesmo que erre totalmente a letra (Obs: Ninguém está ouvindo mesmo hahaha!) e se deixar envolver pelo clima de diversão, de risadas e descontração.

É isso. Para evoluir sobre si mesmo é necessário esquecimento.



Beijo, C.
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Once Upon a Time - 1x17 - Hat trick.

(Foto retirada da fã page Once Upon a Time no facebook)

Chapeleiro: "O que é mais louco que ver e não acreditar? Abra seus olhos. Olhe ao redor. Acorde!"
(...) Histórias? Histórias? O que é uma história? Na escola aprendeu sobre a guerra civil?
Emma: "Claro."
Chapeleiro: "Como? Leu por acaso em um livro? Como esse seria menos real que os outros?"
Emma: "Os livros de história se baseiam na história."
Chapeleiro: "E os contos de fadas se baseiam em que? Imaginação? E de onde vem? Tem que vir de algum lugar. Sabe qual é o problema com este mundo? Todos querem a solução mágica para seus problemas, mas se negam a acreditar em magia."
Emma: "Este é o mundo real."
Chapeleiro: "Um dos mundos reais. Quão arrogante você é em achar que há só um? Existem muito mais! Você tem que abrir sua mente. Eles se encontram, entre tantos outros, cada um tão real quanto outro. Com suas próprias regras. Alguns tem magia, alguns não. E alguns precisam de magia."


Beijo, C.
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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

II - Quando o segundo sol chegar.


Há um bom tempo as teorias sobre o fim do mundo, modificação da Terra, começo de uma nova era começaram a estar em evidência tanto na mídia quanto em conversas de botequim.

Lembro que em 2010 escrevi um texto com o mesmo título que coloco neste. Foi quando eu resolvi prestar atenção no que essas tais teorias pregavam, o que poderiam significar e se guardavam algum fundo de verdade. Consegui absorver um pouco delas, e sei que há pessoas que acreditam, principalmente no local para onde viajei no começo do ano - o Peru. Lá a ligação que eles sentem com os elementos da natureza é muito forte.

Por essas e por outras, se é real tudo o que fala sobre o fim do mundo... Não sei, e você também não sabe dizer. Ninguém é adivinho do futuro, só um divulgador de possíveis de futuros. E se eu acredito? Acho que não em um fim, mas em uma transformação... Talvez acabemos tendo uma consciência maior sobre a atual situação do planeta. Ou talvez seja apenas uma reflexão sobre a nossa própria vida para que possamos nos tornar em alguém melhor.

Quando escrevi o primeiro texto sobre o fim do mundo, coloquei o título de "Quando o segundo sol chegar." Neste aqui resolvi colocar igual. Não sei se quando o Nando Reis escreveu e gravou essa música ela sabia de alguma teoria sobre o fim da humanidade, transformação do planeta, se escreveu com a intenção ou sem saber de nada, porém, por mim e por outros, quando penso em fim do mundo, lembro dessa música.

"Quando o segundo sol chegar
para realinhar as órbitas dos planetas
derrubando com assombro exemplar
o que os outros diriam
se tratar de outro cometa."


Beijo, C.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Logo mais: 2013.


Inspiração tardou a chegar hoje, veio sem pressa enquanto vivo este penúltimo dia de novembro.

Em vias de saber que o final do ano se aproxima, tirei fotos de Natal. Melhor já entrar no clima. Tão rápido o Natal chega e já estará indo embora. Então sim: praticamente estaremos em 2013.
Aliás, falando no ano que nos aguarda, quem aí já não está pensando nele, criando planos... Aquela vozinha na cabeça que diz: "Em 2013 eu vou... ; em 2013 eu quero..."

Novos dias, novo ano. Mudanças me esperam, esperam por você também. Exatamente o que irá mudar eu meramente posso imaginar. Porém é fato: A fatia pela qual o tempo se divide não é apenas ilusória. Momentos novos nos esperam - forjados por nós ou impostos pela vida (destino, sorte, carma... seja lá qual o termo que você acredita).

É certo: Algumas coisas poderiam durar eternamente em nossas vidas pelo tanto que as amamos. Será que um dia enjoaríamos? O fato é que nunca saberemos, pois a eternidade não se trata exatamente daquele conceito antigo que carregamos. Para falar bem a verdade, nem eu ao certo sei no que se baseia a eternidade. Depende da perspectiva de cada um. Eu acredito que ela seja algo mais superficial do que real.

Cercada de minhas perguntas sem resposta, de tudo o que aprendi ao longo de 2012, das pessoas que conheci e de tantas situações importantes que vivi, digo que preciso de um recomeço, continuar no caminho da realização de sonhos antigos e sonhar novos sonhos. Preciso continuar tendo a certeza de que vale a pena as escolhas que estou fazendo e para isso é necessário que mudanças aconteçam.

Beijo, C.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

#friends 10x17 - O último.


Phoebe: Então, vai deixá-la ir?
Ross: É.
Joey: Talvez seja melhor assim.
Ross: É?
J: É, sabe, você é... Ouça, você só precisa pensar sobre ontem à noite como Rachel pensa. Sabe, talvez dormirem juntos fosse o modo perfeito de se despedirem.
P: Mas agora ela jamais saberá como ele se sente.
J: Talvez seja uma boa, sabe? Talvez seja melhor assim. Quero dizer, agora você pode seguir adiante com sua vida. Você vem tentando há tanto tempo. Talvez agora que estão em continentes diferentes, consiga de verdade, sabe? Finalmente pode esquecê-la.
Ross: Sim, é verdade. Exceto que eu não quero esquecê-la. Quero ficar com ela!

-
-


Ross: Bem, é o seguinte. Não vá.
Rachel: O quê?
Ross: Por favor. Fique comigo. Eu a amo muito. Por favor, não vá.
Rachel: Meu Deus.
Ross: Eu sei, eu sei. Não deveria ter esperado para lhe dizer, mas... Fui estupido, certo? Desculpe. Mas estou lhe dizendo agora. Eu a amo. Não embarque nesse avião. Sei que você me ama. Sei que ama.
Rachel: Eu preciso embarcar. Estão esperando por mim em Paris.

-
-

Secretária eletrônica de Ross: "Ross, acabou de embarcar no avião e me sinto péssima. Não era assim que eu queria que terminássemos. Mas eu não esperava vê-lo. E, de repente, você estava lá, dizendo essas coisas. Agora, estou sentada aqui, pensando em tudo o que eu deveria ter dito, mas não disse. Quer dizer, eu não disse que também o amo... Eu amo você! Preciso vê-lo, preciso descer deste avião".

A mensagem termina. Ross acha que ela não conseguiu sair do avião. Então Rachel aparece na porta e diz: "- Eu desci do avião".

Ahhhhh, final perfeitooooo!!!

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Peso do mundo.


A noite mal dormida não me deixou pensando direito durante todo o resto do dia. Pois é, quem funciona direito depois de ter sido acordado a noite inteira por um mosquito? Seres minúsculos capazes de destroçar o melhor dos sonos!

Sou contagiada. Não pela falta de sono, mas pelas sensações pequenas que se tornam extremas quando a gente sabe que o corpo não descansou tudo o que precisava.

Mas há fatores que não se alteram, algumas percepções também não, mesmo estando com os reflexos mais lentos pelo descanso a menos. Continuo a perceber o quanto algumas pessoas que me cercam não sabem o que estão fazendo no mundo. É estranho, e também lamentável, que exista uma boa parte da humanidade apenas fazendo peso no planeta. Também é lamentável o fato de saber que a antipatia com a qual essas pessoas tratam outras é algo que transparece. Será que não percebem que mau humor é sinal de frustração?  Sinto pena, sim, de tais pessoas que agem de tal forma, incapazes de quererem entender um pouco melhor a si mesmas, algo que faria com que se tornassem pessoas melhores.

Uma parte do mundo é somente peso, vive superficialmente.

Não posso julgar sem estar vivendo em outra pele, mas posso eu com isso? Posso eu conviver com antipatia e nem ao menos querer entender o porquê? Pois é, não comigo. Sou atraída por aquilo que desconheço. Busco respostas, ou talvez não nesse termo, mas procuro entendimento. É, a tal de psicologia corre por minhas veias também.

É isso. Deixo meu desabafo, ou talvez o meu conflito, que não fica despercebido, nem mesmo com o sono que sinto.


Beijo, C.
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sábado, 24 de novembro de 2012

#friends 10x16 - Aquele com a festa de despedida da Rachel.


Rachel: - Você realmente pensa que não me despedi porque não me importo?
Ross: - Foi o que pareceu!
Rachel: - Não posso acreditar que depois de dez anos você ainda não saiba nada sobre mim!
Ross: - Ok. Então porque não disse nada?
Rachel: - Porque é muito difícil, Ross! Não consigo nem explicar o quanto me fará falta! Quando penso que não o verei todos os dias, me faz querer desistir de ir. Entendeu? Se acha que não me despedi de você porque não significa tanto quanto os outros, está errado! É porque significa mais. Satisfeito? Aí está o seu adeus!

... E então eles se beijam! Cena perfeita!

Beijo, C.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Continuação.


Aqui, entre o infinito e o nunca mais outra vez.
Não sei se acredito em ter sorte ou azar, se somos a sorte ou o azar, ou se apenas penso que o que  nos tornamos hoje é a própria recompensa daquilo que deixamos no ontem.

Dentro de mim há saudade, receio, intuição. Poucas coisas me preocupam tanto quanto a falta de explicação, os porquês sem resposta, o zumbido que não me deixou dormir à noite e os pontos cirúrgicos internos que repuxam a minha boca. Saborear alimentos nunca ficou tão sem graça.

Depois daquela manhã e dias de repouso, estou de volta, ao menos parte de mim, ao aqui, o agora, entre o infinito e o nunca mais.

Então não sei se é sorte, ou destino, ou escolhas, ou ambos os três que nos movem - para qualquer lugar que seja - rumo à uma continuação. Talvez essa seja a parte mais importante disso tudo - de quem somos, de onde viemos e para onde queremos ir.

Queria por um tempo esquecer de julgar tudo aquilo que conheço e que desconheço também. Me livrar de complexidades. Fugir, quem sabe. Porém, o que mais gostaria seria simplificar e entender que tudo aquilo que julgo serem grandes problemas, na verdade são tão pequenos. Mínimos, para dizer fielmente, perto do que realmente são problemas de verdade. Será que a gente nunca aprende? E também que mesmo se forem grandes ou pequenos os problemas, encontramos solução para o que quer que seja.

Aqui, entre o nunca e o infinito, outra vez, me questiono: Devo eu ficar ou fugir para longe, e deixar tudo para trás?

Beijo, C.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

#friends 10x15 - Aquele em que a Estelle morre.


"Ross: - E oque vai fazer?
Rachel: - Bem, eu aceitei.
Ross: Isso é bom! Então ficará em NYC! Está contente, não?
Rachel: Sabe, o dinheiro é ótimo. E é a decisão mais fácil
Ross: Certo.
Rachel: Mas bem que eu estava animada em ir para Paris, sabe? Estaria eu entusiasmada em trabalhar na capital mundial da moda? Certamente sim, mas bem... Tudo bem. Não tenho problema em voltar para um trabalho de onde já tirei tudo o que poderia tirar.
Ross: Eu não imaginava que você estivesse tão entusiasmada sobre Paris. Você disse que estava assustada.
Rachel: Assustada, mas de uma maneira boa, sabe? Como quando me mudei para NYC, ou quando descobri que ia ter Emma. Mas está bem assim. Será bom.
Ross: Você deveria ir. É o que você quer. Deve ir.
Rachel: Acha mesmo?
Ross: Acho.
Rachel: Bom, então vou para Paris..."

Momento cortante de um dos episódios finais da série Friends.

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Beijo, C.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Leia.

Para reconfortar a mente, e também o coração, por que não?, livros!
Eles modificam tudo. Quem os lê e entra na história que eles propõem certamente começa a observar a vida de um jeito diferente, reinterpreta aquilo que julgavam clichê e sempre terão uma maneira de observar algo antigo de uma maneira nova.

Acho que são vários os benefícios de quem se propõem a aventurar-se pelas páginas de uma obra literária. Porém, o hábito não é de muitos. Tantos leem superficialmente, outros porque sabem que deveriam, que ler é bom e importante, mas não porque sentem prazer em entrar em uma história fictícia  Para alguns ter de ler um livro é sacrificar-se, para outros, como eu, é o paraíso.

Leio desde pequena, talvez essa seja a solução de todo o mistério, do quanto sou empolgada por ler livros, por entrar em uma trama fictícia a ponto de sonhar com os personagens. Ok, pode até chamar de louca, mas acho que isso acontece apenas com os mais fanáticos pela arte de "devorar" livros.
Quem lê por prazer, por gostar mesmo da coisa, teve algum incentivo quando era criança. Por consequência trouxe o hábito para a vida adulta.

Eu tive esse incentivo na escola - onde acho que a maioria das pessoas tem -, porém alguns não levam a diante. Eu levei. Amava ler a história da Cinderela. Era o meu favorito.
Quando cheguei aos oito anos de idade minha irmã me apresentou ao livro Harry Potter e a pedra filosofal. Comecei a encantar-me pela série que ainda estava no começo, antes de ter se tornado o best seller mundial que hoje é. Acompanhada com o livro de J. K. Rowling, fui apresentada a autora Meg Cabot por meio do livro "O diário de uma princesa". E depois destes foram muitos outros. Sou a consequência de todos os que li, mas como tudo na vida: Os primeiros sempre são os mais memoráveis.

Conforme fui crescendo, percebi o quão importantes os livros se tornaram em minha vida. Carrego-os sempre comigo, qualquer sala de espera me convida a tirá-los da bolsa.
Especialmente por esses dias, enquanto me recupero de uma cirurgia, eles estão sendo minha companhia, passatempo, reconforto para a minha mente, já que a energia maior que tenho deve ser conservada. Ou melhor, já está sendo ocupada para a minha recuperação.

Conselhos são como uma barca furada, pois cada pessoa tem sua própria maneira de contemplar e observar a vida, então o único conselho que eu daria seria este: Leia muito! Queira ler, imaginar-se em histórias fictícias... Isso faz um bem danado! A imaginação gerada por livros nos leva longe.



Obs: Essa semana também encontrei essa foto na fanpage do Skoob. Achei o máximo! Com certeza incentivarei meus filhos a amarem livros desde pequenos.



 Beijo, C.
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domingo, 18 de novembro de 2012

#friends 10x02 - Aquele em que Ross está legal.


Ross: - Você passou a noite aqui?
Joey: - Sim.
(...)
J: - Olhe, Ross... Sobre a Rachel e eu. Ouça, você não tem que se preocupar com isso... porque não vai acontecer nada.
R: O que você quer dizer?
J: Nós já tínhamos decidido que não íamos fazer nada a não ser que você aceitasse isso. E, obviamente...
R: Do que está falando? Estou bem!
J: Vai continuar com isso?
R: Não.
J: Tudo bem Ross. Eu entendo. Claro que você não está bem. Vocês são Ross e Rachel.
R: Mas não somos mais. Ou melhor, não somos um casal há mais ou menos seis anos. Nossa, é isso mesmo? Seis anos e vocês não vão ficar juntos por minha causa? Deixe eu te perguntar uma coisa: O que está acontecendo entre você e Rachel?
J: Sou louco por ela.
R: E ela sente o mesmo por você?
J: Acho que sim.
R: Okay. Então talvez seja a hora de todos seguirmos em frente. Eu vou ficar bem.

Beijo, C.

sábado, 17 de novembro de 2012

Falar em público - Martha Medeiros.



"Uma amiga me pede socorro: foi convocada a falar por 20 minutos num evento profissional, ela que nunca palestrou ou participou de qualquer debate com plateia. Está assustada e me pede uns truques para combater o nervosismo. Sei que há cursos de oratória para ajudar as pessoas a relaxarem nessas situações, mas não há tempo hábil para tomar aulas. O evento é pra já – a essa altura, já foi, inclusive.

O que se diz a uma amiga nessa hora? Procure ter segurança sobre o conteúdo da sua fala, não se preocupe com o que os outros estão pensando (eles também não estariam à vontade no seu lugar) e, principalmente, tenha consciência de que uma palestra é só uma palestra, não serão por esses 20 minutos que você será avaliada no Juízo Final.

Mas é fácil falar. Melhor dizendo: não é fácil falar, não em frente a outras pessoas. Depois de anos de prática, hoje em dia já não me estresso, mas, no início, madrecita, era um castigo. A boca secava num grau que me impedia de articular as palavras com desenvoltura. No meio da conversa, eu ficava em pânico com a possibilidade de perder o fio da meada, e acabava perdendo, claro. Tinha pavor de estar sendo analisada pelo que estava dizendo, e mais ainda pelo que não era o assunto em pauta: minha excessiva gesticulação, por exemplo. Sempre falei rápido, e nessas ocasiões, aí é que virava uma metralhadora: tinha pressa em acabar logo com aquilo. E havia a tosse. Assim como as pessoas sentem compulsão de tossir durante peças de teatro, eu, lá pelas tantas, começava a sentir a garganta arranhar e a expectoração tinha início. Na maioria das vezes, eram pigarros inocentes, mas teve uma vez em que estava dando uma entrevista pra tevê e tive que encerrá-la por absoluta incapacidade de seguir adiante. Vexame, vexame.

Algumas pessoas se sentem mais seguras se há algum conhecido no recinto: a esposa, o marido, um colega. Eu, ao contrário, me sinto mais tranquila – ou menos aflita - diante de estranhos. Sempre me apavorou a ideia de decepcionar meus afetos mais íntimos. Logo, pode-se imaginar o meu estado de nervos quando, em 1999, recebi uma homenagem da Câmara dos Vereadores de Porto Alegre e na plateia se encontrava pai, mãe, irmão, cunhada, madrinha, tias e todas as melhores amigas: a máfia reunida. Na hora de agradecer os discursos feitos em plenário, falei por cronometrados dois minutos, nem um segundo a mais – e entre gaguejos. Vexame, vexame, vexame.

Não era timidez, e sim imaturidade. Não tolerava a ideia de errar, o que é uma autoexigência absurda. Ora, erramos. Trememos. Dizemos bobagens. Não somos doutores em nada, e sim pessoas esforçadas, o que já é um valor. Se alguém tem interesse no que temos a dizer, isso, por si só, já deveria tranquilizar: estamos apenas atendendo a um gentil convite para dividirmos nossa opinião e nosso conhecimento com os outros. Palco, púlpito e microfone são intimidantes, mas não passam de instrumentos para facilitar a comunicação. O segredo, que nem é segredo, é procurar se divertir e não levar esses poucos minutos de visibilidade tão a sério.

Minha amiga acabou se saindo muito bem. Já esqueceu o sofrimento e está pronta para outra. Sabia. Depois que os fantasmas são exorcizados, a vida destrava."

Escrito por Martha Medeiros, publicado no Jornal de Santa Catarina, 10/11/12.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Cavalo selado.


Aqui, entre o infinito e o nunca mais.
Talvez seja uma tormenta essa de continuar procurando, encontrar, mas encontrar o errado. Bendito - ou maldito - imã que nos deixa à deriva de achar sistemas complexos, pessoas que nos encantam e nos deixam sem rumo.

E nisso tudo a gente se pergunta, porque é claro que a gente sempre se pergunta, se fez a escolha certa, se atraiu o rosto que iria fazer com que nossos dias tivessem uma alegria extra - que fique bem claro que ela não deve ser a principal, mas exatamente isso: Uma felicidade extra.

Será que olhei e me encantei pelo rosto certo? Ou deveria eu ter dito o meu nome completo para aquele rosto que disse ter se encantado com o meu jeito? Talvez as luzes bruxuleantes não conseguiram me deixar perceber o quanto as palavras que ouvi haviam sido sinceras. Como supostamente eu poderia adivinhar?

Acho que joguei minhas cartas. Aliás, as jogo o tempo inteiro enquanto decido o meu futuro. Carrego comigo a convicção de que aquilo que for bom para mim me encontrará, ficará comigo, me procurará. Do contrário, se afastará.

Sou uma pessoa compreensiva e, mesmo sendo quase impossível, tento analisar os possíveis lados de uma mesma história, e desse jeito costumo dar uma, duas, três chances... Porém, sempre me lembro da frase de efeito que diz: "Cavalo selado só passa uma vez". É a verdade... Pena para aqueles, e para a gente também, que só descobre o que era cavalo selado depois que este já passou.

Boa semana! Acho que o único conselho que deixo é este: Preste bem atenção nas pessoas que te cercam e nas oportunidades que estão te cercando... O seu cavalo selado provavelmente se encontra ao seu lado neste momento.

Beijo, C.
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sábado, 10 de novembro de 2012

Assinado: Só mais alguém - Por Felipe Sandrin

"A morte é um tema recorrente em minhas colunas, talvez porque eu veja como reflexo da vida, quem sabe talvez por achar que ela ao fim iguala a todos, ou mesmo porque eu a tema: tema não lembrar dela todos os dias a fim de valorizar aqueles que, como velas em tempestade, me cercam. Ah, existe ainda a possibilidade de lembrá-la tanto, pois é corriqueiro o adeus forçado que leva amigos e conhecidos.

Partiu mais alguém nesta semana. Estranho, não é? "Mais alguém". Tudo bem, somos todos só 'mais alguém', mas a prova de nossa imparidade são as histórias as quais vivenciamos e contamos. São só nossas, vistas, sentidas e contadas de forma que ninguém mais no mundo faria. O único que somos se evidencia nessa mágica da vivência que milhões poderiam passar, mas cada um sentiria e contaria de uma forma diferente.

Partiu um professor de histórias, um contador de histórias. Gauchão lá de Nova Bréssia, o qual me recebia em seu hotel como mais um de seus tantos filhos-alunos. Deixou uma esposa, uma filha, deixou para muitos isso, sua história. Mas eis a tragédia da vida, ele nos deixou, mas o que ficou nunca mais será contado da forma que ele o faria.

Assim são nossas conservas de lembranças, viagens, lágrimas, beijos, risadas, medos, sonhos, coincidências, esposa, filhos, irmãos, tios, trabalhos, compras, presentes, saudades, reencontros... desencontros. Fatias de bolo, das tias, das avós, da mãe, que um dia teve gosto de fim de tarde, que um dia terá gosto de uma saudade que nada preenche; e nos surgirão lágrimas aos olhos, uma vontade de abraçar quem já não está aqui. E tudo parecerá um fim de tarde, tarde demais, entardecer de um nunca mais. E mesmo essa tristeza do que já não podemos fazer morrerá com a gente: Ah, ironias!

Um carro não conta sua história, uma casa não tem as marcas do que você era. Ao fim, quando partimos, restará o que somos apenas pelo que fomos para outros, testemunhas de nosso modo de falar e fazer. Seremos a saudade na boca dos outros, nos olhos que talvez se umedeçam entregando muito mais do que as palavras dizem.

E para cada adeus se contempla um 'olá', um choro de bem-vindo junto aos braços de uma mãe a segurar pela primeira vez seu filho. E é isso o resumo da morte e da vida, não é mesmo? Pois mesmo que não lembremos quando nossa mãe nos pegou pela primeira vez nos braços, ainda assim estávamos a modificar a vida de outras pessoas, para sempre, rumo ao nunca.

E mesmo que um dia deixe de existir tudo que vivemos, não se apagará o fato de que nós modificamos os que nos cercavam, consequentemente o mundo. Em um pedaço do universo repousará nossa assinatura."

Escrito por Felipe Sandrin, publicado no Jornal Serra Nossa, 09/11/12.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Quanto tempo?

No encalço do relógio, parecemos vê-lo girar ao contrário quando segundos parecem não passar. Se afinal tenho que esperar mais, quanto tempo será isso?
Ás vezes dá vontade de jogar tudo para o alto e desistir, concorde comigo. Mas então a gente ouve um elogio. Não, na verdade não um elogio, mas percebe a forma como somos tratados e acabamos percebendo o quanto fazemos a diferença para alguém ou para algum lugar, como o nosso jeito, a nossa conduta e a nossa presença tem significado. Eis que é dessa forma que eu encontro o motivo para continuar tudo aquilo que comecei.

Sei: um dia também finalizarei o começos que criei. Talvez esse seja o tempo, a resposta para a minha pergunta em relação a quanto ainda terei de esperar. Cada momento que vivemos tem um ciclo, sujeito a ser interrompido a qualquer momento - voluntaria ou involuntariamente. Ás vezes as situações ruins que me cercam me chamam a interromper algo voluntariamente, dizer um basta, fugir, ir embora. Não mais voltar! Então eu repenso duas ou três vezes e sei que o que sinto vai passar, que nem todos os dias que vivemos são bons. Em certas situações devemos abandonar algo, deixar, pois não existem possibilidades de melhora, não é algo instantâneo que em um momento você chora e no outro já está sorrindo de novo. Certas coisas magoam e são totalmente frustrantes. Só que se depois da, diga-se de passagem, tempestade vir um sol lindo e você perceber que, apesar dessas intempéries, todo o resto que te cerca é lindo e você ama, então é o "ok, pode continuar."

Na maioria das vezes refletimos sobre isso sozinhos, avaliamos sem ter algo concreto, apenas por aquilo que sentimos. Porém, ás vezes temos um bônus, talvez um elogio o uma palavra vinda de alguém de fora, mas algo que nos diz o quanto nossa presença é especial.

Continuo me perguntando "- Quanto tempo?". Sei que verdadeiramente chegarei ao que quero, tantos objetivos que coleciono, mas os realizarei no próprio tempo deles, pois chegarão quando poderei iniciá-los e finalizá-los, assim como tenho de fazer com as outras coisas que comecei.


Beijo, C.
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Playlist: Músicas - totalmente - de verão.


Oi gente! Com o super calor que anda fazendo no Rio Grande do Sul resolvi fazer uma playlist com músicas totalmente verão, isto é, que quando ouço me sinto em clima de férias, praia, piscina, calor, verão... desapego.

Segue a lista:

 Tudo está parado - Jota Quest.

Sun and love - Lanfranchi & Farina (Essa já é de outros verões, mas continua bombando!)

Don't you worry child - Swedish House Mafia

Whistle - Flo Rida

Summer paradise - Simple Plan

Chasing the sun - The Wanted

Gostou? Se tiver sugestões de músicas para contribuir com essa playlist, poste nos comentários.
Obrigada :)

Beijo, C.
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terça-feira, 6 de novembro de 2012

O basta.


É mentira, eu acho, essa história de conseguir ser amigo de ex-amor. Se for ver pelo lado bom, a amizade pode ser um fim - ou uma continuação - interessante para duas pessoas que não conseguiram manter um namoro, casamento.

Mas será que é bem assim? Se um dia passar pela experiência, me conte o resultado, pois eu descobri que não consigo funcionar desse jeito. Isso é o que tem a ver comigo, sentimentos e memórias que eu guardei, e também as projeções referentes ao que sinto. Talvez outras pessoas saibam encarar de forma diferente, separar a parte que era amor da parte que se tornou amizade, trazendo afeição, talvez, identificação.

Reconhecer tal limitação foi o melhor que pude fazer por mim, e pela memória do que já passou. Bem no fundo, tenho a ideia de desligamento - quando amores acabam um dos dois tem que fazer o serviço de cortar o papo, fazer com que o desencontro assuma a frequência. E a verdade é que até algum tempo atrás eu não sabia fazer isso, continuava sendo levada na crendice de que tudo melhoraria. Mas hoje consigo fazer isso melhor, essa decisão do esquecer.

Vontade que as coisas não fossem assim existe, mas a gente sabe, percebe, sente quando deve se afastar, desligar. Só realmente o faz quem espera coisas melhores da vida - e sabem que sempre existe algo melhor os esperando na próxima volta.

Beijo, C.
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A melhor versão de nós mesmos - Martha Medeiros.



Alguns relacionamentos são produtivos e felizes. Outros são limitantes e inférteis. Infelizmente, há de ambos os tipos, e de outros que nem cabe aqui exemplificar. O cardápio é farto. Mas o que será que identifica um amor como saudável e outro como doentio? Em tese, todos os amores deveriam ser benéficos, simplesmente por serem amores.

Mas não são. E uma pista para descobrir em qual situação a gente se encontra é se perguntar que espécie de mulher e que espécie de homem a sua relação desperta em você. Qual a versão que prevalece?

A pessoa mais bacana do mundo também tem um lado perverso. E a pessoa mais arrogante pode ter dentro de si um meigo. Escolhemos uma versão oficial para consumo externo, mas os nossos eus secretos também existem e só estão esperando uma provocação para se apresentarem publicamente. A questão é perceber se a pessoa com quem você convive ajuda você a revelar o seu melhor ou o seu pior.

Você convive com uma mulher tão ciumenta que manipula para encarcerar você em casa, longe do contato com amigos e familiares, transformando você num bicho do mato? Ou você descobriu através da sua esposa que as pessoas não mordem e que uma boa rede de relacionamentos alavanca a vida?

Você convive com um homem que a tira do sério e faz você virar a barraqueira que nunca foi? Ou convive com alguém de bem com a vida, fazendo com que você relaxe e seja a melhor parceira para programas divertidos?

Seu marido é tão indecente nas transações financeiras que força você a ser conivente com falcatruas?

Sua esposa é tão grosseira com os outros que você acaba pagando micos pelo simples fato de estar ao lado dela?

Seu noivo é tão calado e misterioso que transforma você numa desconfiada neurótica, do tipo que não para de xeretar o celular e fazer perguntas indiscretas?

Sua namorada é tão exibida e espalhafatosa que faz você agir como um censor, logo você que sempre foi partidário do “cada um vive como quer”?

Que reações imprevistas seu amor desperta em você? Se somos pessoas do bem, queremos estar com alguém que não desvirtue isso, ao contrário, que possibilite que nossas qualidades fiquem ainda mais evidentes. Um amor deve servir de trampolim para nossos saltos ornamentais, não para provocar escorregões e vexames.

O amor danoso é aquele que, mesmo sendo verdadeiro, transforma você em alguém desprezível a seus próprios olhos. Se a relação em que você se encontra não faz você gostar de si mesmo, desperta sua mesquinhez, rabugice, desconfiança e demais perfis vexatórios, alguma coisa está errada. O amor que nos serve e nos faz evoluir é aquele que traz à tona a nossa melhor versão.

Publicado no Jornal Zero Hora, 04/11/12.

Beijo, C.
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