domingo, 14 de julho de 2013

E os sonhos se tornarão realidade.


Encerro essa semana ouvindo S.O.J.A. Mais precisamente uma música que me passa calma. Amo o som de violino! Trata-se da canção "You and me."

Eu acho que em cada instante que vivemos, a vida vai nos apresentando lições. Um dia - talvez ao fim da vida - serão todas elas reunidas demonstrando para o que serviu a nossa vivência.
Melhor imaginar isso como um livro: Cada momento que vivemos é como um capítulo que, ao terminar de ler toda a obra, teremos a evolução de uma história. Eu gosto de imaginar a vida desse jeito. Acho que todo mundo busca um sentido por ter nascido, mas acho que só o descobriremos verdadeiramente quando esta obra estiver completa.

O final de semana veio acompanhado de novas lindas lições. Mais uma vez meus olhos ficaram impressionados, estavam tentando traduzir tantas imagens em pensamentos. E eu, com esses pensamentos, tentei passá-los para o papel. Pois é, mas eu acho que nem consegui ser fiel ao que eu sentia nas palavras que escrevi.

Estou contente, porém fiquei um tanto sensibilizada com algumas histórias que ouvi. O mundo é realmente muito diverso, e é sensato saber que a maior parte das pessoas que vivem nele possuem tudo nos conformes para fazerem da própria vida um espetáculo, e ainda assim isso não ocorre. Aí você conhece alguém que teria tudo para desanimar, e acaba superando todas as adversidades e faz da oportunidade que teve de viver algo magnífico. Eu admiro e me inspiro. Acho que presenciar tudo isso acaba fazendo com que eu valorize ainda mais a minha vida.

Sejamos mais conscientes daquilo que nos cerca. Sejamos mais humildes e complacentes diante das adversidades. A vida é boa, simples e perfeita - mesmo que hajam tantas imperfeições. Se soubermos valorizar aquilo que temos e soubermos lutar por aquilo que sonhamos, então perceberemos que podemos nos transcender e inspirar aqueles que quiserem tomar conhecimento daquilo que somos.

Alcançar o que almejamos pode nos exigir um esforço colossal, mas tenham a certeza de que vale a pena. Nada será valorizado se não tivermos que lutar para conseguir. Sim, sonhos são alcançados, mas devemos nos colocar à disposição do risco e da luta.

Boa semana.
Beijo, C.
https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol



Rest In Peace, Cory Monteith.

Comovida e surpresa demais com a notícia do falecimento de Cory Monteith, resolvi fazer uma foto-montagem com uma citação que encontrei dele em um site famoso.

Descanse em paz, Cory! Você foi um ator brilhante e maravilhoso! Fará muita falta em Glee :(


quarta-feira, 10 de julho de 2013

A última vez que você fez algo pela primeira vez


Não encontrei título melhor para expressar e clarear a experiência que vivi hoje.

Primeiro comento um pouco sobre a frase titular. Eu acredito que deveríamos nos fazer essa pergunta todos os dias - melhor ainda que fosse logo depois de acordarmos. A primeira resposta-pronta: A última vez que fiz algo pela primeira vez foi ter vivido o dia 10 de Julho de 2013 - este com certeza não mais voltará assim como os outros dias que já vivemos. É necessário uma resposta mais composta, digna de pessoas que realmente apreciam o fato de estarem vivas.

Fazer uma lista - nem que seja só mental - das coisas que se deseja viver pode ser uma boa ideia. Com certeza o universo estará prestando atenção aos seus pensamentos.

Então sigo o texto com a parte em que eu digo algo o que hoje fiz pela primeira vez: fui guia de um cego. A sensação? Felicidade e cumplicidade.
Cada dia é um aprendizado novo e maravilhoso. Hoje foi a vez de servir de olhos para outra pessoa. Já disse como trabalho voluntário/filantrópico engrandece o coração, faz a palavra viver ter mais sentido, mas ajudar, talvez por um breve momento durante um dia, uma pessoa que possui alguma deficiência também engrandece o coração de quem ajuda. Eu acho que são essas atitudes que tornam o mundo um lugar melhor de se viver.

Todo dia viva algo pela primeira vez (:
Beijo, C.
https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol

terça-feira, 9 de julho de 2013

Aquela terça-feira


Eu desligo as luzes: "- Quer que eu deixe ligada?"
"- Não precisa, não, Carol."
"- Tá certo. Até amanhã."

E vou embora. Por eventualidade hoje já é noite - esse é o porque de ter levado em conta as luzes ao sair, se não o recinto sempre se rega às luzes solares.

Terça-feira corriqueira. Não vi o dia passar. O que lembro é dele nascendo, e então quando dei por mim já era noite. A cidade já acendia as suas luzes públicas.
Todos os dias eu imagino o que existe em lugar da escuridão de quem não pode mais enxergar, não sendo esta a claridade, eu acho que deve ser a imaginação.

Acordei atrapalhada. Justo de madrugada, no meio de um sonho maravilhoso, o meu celular apitou e tudo o que o meu inconsciente havia criado se desfez.
Confesso que com a interpretação que fiz daquilo que sonhei, acabei acordando triste - junto à isso o cansaço remanescente do dia anterior. Muito embora, sol cativante- um dia convidativo para liberar a alegria interior. Nas primeiras horas da manhã, não foi o que aconteceu. Afinal de contas, dias assim também existem e temos de vivê-los.

A tarde foi melhor. Novamente me cerquei das perspectivas e circunstâncias que estou vivendo atualmente. Essas coisas parecem não ter bis. Parecem cair como uma luva, simplesmente a oportunidade certa chega a pessoa certa. E isso foi o que voltou a ser a minha alegria de viver hoje. Esse pique juvenil, sendo capaz de resolver três assuntos ao mesmo tempo... 15 anos é muito cedo, 25 talvez seja muito tarde. Dezoito, dezenove ou vinte anos é o ideal.

Confesso que as pálpebras estão pesando, sinto um princípio de dor de cabeça... Mas o pensamento mais grandioso que me cerca é que isso é viver, ralar, crescer. Passar por experiências que com certeza estão constantemente a modificar-me.

Eu desligo a luz. Não me importo de ter de ficar além do tempo, é que realmente as horas que ali dispenso não sinto passar. É tão rápido! E a minha única promessa é registrar cada momento e cada experiência, cada sorriso e detalhe. A minha única promessa é levar isso adiante em minha vida, construir uma sociedade melhor a partir das experiências que estou vivendo.

Boa noite leitores do #demc.
Beijo, C.
https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol

domingo, 7 de julho de 2013

A beleza é um contraponto

Leia escutando:



O que apaixona de verdade são os detalhes.

Acho um tanto difícil escrever e criar uma opinião sobre o conceito de beleza - aquela que supostamente é a responsável por nos atrairmos por certas pessoas, aquela que supostamente é a responsável por outra pessoa nos chamar a atenção.

O dicionário nos diz que a beleza é uma experiência, um processo cognitivo mental ou espiritual relacionado à percepção de elementos que agradam de forma singular aquele que o experimenta. Não existe um padrão. O que é lindo para mim pode ser horroroso para você e vice versa.

A beleza é singular e também um conjunto, ela vai além de um rosto bonito.
Eu diria que a nossa aparência é um cartão de visitas, é o primeiro diferencial para que outra pessoa nos veja de forma diferente em meio aos nossos semelhantes. Porém ela não é a mais importante.

Confesso que até a algum tempo atrás admirava e me deixava envolver por rostinhos bonitos. Acho que é muito normal quando o momento se chama adolescência e a idade é propícia à cara, não ao conteúdo. Confesso meu erro, pois por tal motivo hoje redescubro garotos que teriam valido a pena se não fosse o jeito errado que eu tivesse os percebido.

Ao conhecer um garoto hoje, vou logo aos detalhes. Depois de saber o nome, quero descobrir quem é ele. E nisso tudo vou encaixando as perguntas que mais me encantam. Já não é a perfeição do rosto e do corpo, mas sim a beleza das palavras, gestos e pensamentos. Sendo isto de uma forma bonita, a pessoa acaba tendo o resto como lindo também. Eis ali montada e exposta a sua beleza.

Talvez devêssemos estar com uma venda nos olhos - ficarmos iguais aqueles que são cegos - ao nos apaixonarmos por alguém. O rosto e a aparência não teriam relevância, só o tom de voz, as palavras ditas e a energia transmitida.

Boa semana!
Beijo, C.
https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Curiosidade construtiva


Quando mais nova vi uma palestra na televisão em que o apresentador dizia que nós deveríamos ter em nossa essência humana a mesma essência dos cães: Sempre estarmos prontos para um novo passeio. Ou seja, que deveríamos despertar a curiosidade, a vontade de conhecer o novo.

Porém a curiosidade pode possuir as suas vertentes. Falo primeiro sobre a "curiosidade destrutiva": Há aquele que queira se beneficiar, tirar proveito de má fé naquilo que ouve, descobre e fica "cheretando". Aqui se encontram as pessoas que querem saber da vida do outro pra saber se está melhor que a sua, se ganha mais, se casou com quem e porque. Enfim, curiosidade vazia, apenas para ostentar ego e inveja.

Por outro lado, existe a curiosidade construtiva. Nessa todos os "curiosos" são como os cães: Estão prontos para a novidade, para apreciar novas perspectivas, para abandonar velhos paradigmas e se inserir em um contexto diferente. Claro, esse também se beneficia daquilo que passa a conhecer, mas a sua curiosidade não é para ver se alguém está melhor de vida, de finanças, de relações conjugais e estabelecer uma comparação. Esse interesse por novidades é de boa índole, ouve um pouco de tudo e só guarda para si o que realmente faz diferença e engrandece. Quando um curioso-construtivo vê algo novo, sabe qual a pergunta que internamente se faz? "O que/Como isso pode melhorar/mudar a minha vida?".

Existe também a curiosidade do "Como seria se eu...". Aqui entra a questão da empatia - a nossa capacidade de nos colocarmos no lugar do outro.
Confesso que a minha curiosidade em saber como é viver sem ver sempre foi grande, e já que agora tenho a oportunidade de tentar entender como isso funciona, hoje arrisquei uma pergunta à um dos deficientes visuais que trabalha comigo:

"Faz diferença a luz desligada ou acesa?"

A resposta foi não. Sabe porque perguntei isso? É que tentei saber se a cegueira funciona como o "escuro" habitual. Se você fechar os olhos e deixar a luz acesa ainda haverá claridade acima das pálpebras. Se desligar a luz, a claridade some e você sabe disso. Faça a experiência. Para quem é cego não existe mais dia ou noite, luz do sol ou o brilho da lua. É um blackout total.

Para mim tal curiosidade foi construtiva. Muito embora isso não se aplique à minha vida neste momento, ao menos passo a dar-me por conta que me colocar no lugar deles é muito mais difícil que pensei. Engrandeço-me a saber que apesar de não haver mais a definição do dia e noite por meio da luz, assim mesmo é possível sobreviver e levar uma vida quase comum.

"Sejamos como cães", foi o que ouvi aquela noite, "estejamos sempre prontos para um novo passeio. Estejamos sempre prontos para conhecer coisas novas e fazer com que estas nos engradeçam como ser humano."

Beijo, C.
Curta https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol?fref=ts


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Todo cego tem uma história


(...) Eu quero compartilhar a história de todos eles e o momento aonde a história deles e a minha se encontram.
Talvez eu deva partir do princípio que não foi o acaso que me levou a estar compartilhando a minha vida com a deles - ou a vida deles com a minha. A bem da verdade eu acredito que nada do que vivemos seja por acaso, mas enfim. 

Em 2012 fui aceita para trabalhar em uma associação que prestava acompanhamento pedagógicos, terapêuticos, psicológicos e fonoaudiológicos para pessoas com Síndrome de Down. Crianças, adultos e adolescentes com Down fizeram parte do meu dia-a-dia por mais de um ano. Acho que criei uma certa identificação na questão do assistencialismo e filantropia, muito embora estando na parte administrativa. Afinal de contas, a gente sempre acaba se envolvendo - seja pelo jeito deles que, de fato, é acolhedor, ou seja pela história que cada um tem para contar.

Após ter vivido tal experiência, constatei que nunca mais fui a mesma. Talvez isso seja parte integrante de vivências marcantes, e raras, por assim dizer. Como conselho para uma vida mais humana e sem escrúpulos e de simplicidade, eu diria que conviver com pessoas com tal deficiência é um aprendizado incomum e todos deveriam passar por isso. A vida engrandece, e o sentido desta também.

Então que, por ocasião do destino, agora estou trabalhando com pessoas cegas. E devo dizer que mais uma vez estou maravilhada com a experiência. Como explicar? Identifico-me com a situação, em saber como é levar a vida sem enxergar.
O mais próximo que cheguei em ter a experiência de estar cega foi naquela brincadeira de criança, sabe? A "Cabra cega". E também houve um dia na faculdade em que uma professora de gestão de equipes nos passou uma técnica em que eram formadas duplas e um integrante da dupla tinha que colocar uma venda preta para tapar 100% a visão e assim era guiado por outro. Mas e quando você é cego e não tem alguém para te guiar? Eis a dúvida.

Hoje um dos associados fazia-me companhia enquanto eu realizava algumas tarefas administrativas. A frase foi "Todo cego tem uma história".

"Me chamam de Morgan Freeman. Vou nas lojas e dizem que eu sou parecido com ele! Quando era mais novo eu era locutor em uma rádio de Porto Alegre.
Nos últimos anos, eu virei encanador e um dia desceu ácido da pia direto nos meus olhos. Fiquei cego. Sabe, filha, acho que nada é por acaso. Se tais coisas não tivessem acontecido, não estaria conhecendo a Carol hoje."

Beijo, C.

https://www.facebook.com/doceestranhomundodecarol
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...