segunda-feira, 14 de abril de 2014
Trechos do livro "Tão Ontem"
"Imagine se, em vez de espalhar germes por meio de espirros, todas essas pessoas estivessem dizendo umas às outras: "Caramba, essa nova bala de menta é muito boa! Quer uma?"
Em cerca de um ano, um bilhão de pessoas estariam consumindo uma nova bala de menta, sem um centavo gasto em publicidade. É algo que faz a gente parar para pensar."
"(...) O que torna o ser humano um desafio maior é o espectador. Nós somos humanos e passamos a vida inteira aprendendo a interpretar os rostos dos outros. Somos capazes de detectar um sinal de raiva no rosto de outra pessoa a cem metros através da neblina."
"No nosso pequeno mundo, qualquer um está a apenas seis apertos de mão do amor de sua vida ou da celebridade que mais odeia."
"(...) Era bom descobrir que, às vezes, as informações inúteis guardadas no meu cérebro tinham alguma importância; que meu mundo da fantasia correspondia, ao menos de vez em quando, ao meu mundo de verdade; que todo o tempo que eu havia passado interpretando os sinais ao meu redor não tinha sido um desperdício completo."
- Frases retiradas do livro "Tão Ontem".
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How I met your mother - 4x22 - Right place, right time.
"Os grandes momentos da vida podem não ser necessariamente as coisas que você faz, mas também as coisas que acontecem com você. Não estou dizendo que não devem tomar uma atitude; para alguma coisa na vida você deve tomar atitude.
Mas nunca se esqueça, a qualquer dia, você poderá colocar o pé fora de casa e sua vida inteira poderá mudar para sempre.
O universo tem um plano. E este plano está sempre acontecendo. Uma borboleta bate suas asas e então começa a chover. É um pensamento amedrontador, mas também maravilhoso. Todas as peças da máquina funcionando constantemente, trabalhando para que você fique exatamente onde deveria, exatamente onde deveria estar.
Há várias pequenas coisas que fazem as grandes acontecerem."
- Ted Mosby (Episódio 22 da 4ª Temporada de How I met your mother).
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quinta-feira, 10 de abril de 2014
Lance im-perfeito
"Você não tem o meu protótipo", atrevi-me a dizer naquele fim de tarde. E fui além em meus pensamentos, "somos tão diferentes, seu cabelo não combina com o meu, e eu nem tenho vontade de te apresentar para as minhas amigas - as atuais. Você é tão "unlike" me. Não te vejo em um romance comigo, nem você sendo o Ross da minha Rachel."
Mas foram toda as junções dessas características errôneas que me fizeram entregar uma ficha, fazer uma aposta enquanto me arrisco a viver o presente e a pensar que tudo vai bem, que todos esses momentos eram para acontecer, inclusive aquela tarde em que resolvi te olhar e te enxergar. Resolvi me redimir, eu nunca fui uma garota tão adorável quanto você sempre achou. Cometi erros como qualquer outro humano e a vida nem sempre me mostrou sua melhor forma, muito embora eu viva a lutar por dias melhores.
A verdade é que depois de ter tido experiências boas e outras nem tanto assim, a gente aprende por quem realmente vamos ter consideração lá na frente.
Você vestiu-se em seu tom noite, disse que adorava o tom dia da minha vida. Queria que fôssemos um par. Eu continuei a reparar no seu cabelo imperfeito, e você continuava a dizer o quanto amava a beleza do meu tom dia e o formato "miojo" dos meus cabelos.
Com a despedida de mais um pôr-do-sol outonal, eu sorri comigo mesma enquanto me contradizia com as escolhas que havia feito. Te amar eu não conseguiria, mas permiti ser amada por ti e eu sei que isso foi o melhor que pude fazer para, enfim, redimir-me dos meus julgamentos banais.
Beijo, C.
--> Este texto faz parte da coletânea "Doce Estranho Amor".
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Lira dos 20 anos?
Não sei bem se é por que estou prestes a completar duas décadas de vida, mas como se já não enxergasse a vida de uma perspectiva diferente, agora os momentos pelos quais passo parecem mais importantes e mais acentuados. Se sei explicar isso?
Não sei se a adolescência termina aos 20. (Conheço tanta gente com 25 anos e ainda é moleque/moleca). Não tenho certeza de como procede ao resto das garotas de 20 anos. Talvez seja uma questão de interpretação de acontecimentos, o que aproveitamos deles, o que queremos aproveitar - principalmente das perdas que vivemos e de como as encaramos.
Mais de três anos me separam da última vez que vi meu pai em vida. Um tempo que passou tão rápido... Ainda recordo a última frase que disse a ele. De lá pra cá, depois da girada em 360º, sábio como o tempo é, fez muita coisa mudar e eu passei a viver situações que só havia visto em filmes e presenciado através da leitura livros. Gosto de pensar naquela, por vezes irônica, frase: "A vida imita a arte".
Muito embora o giro inesperado, descobri que os meus sonhos não seriam alterados e que, de uma maneira sábia, eu seria ainda mais impulsionada a realizá-los pelo fato acontecido. Sempre que me sentia desanimar, lembrava da perda do meu pai como um lembrete de que a vida é rápida e a gente, infelizmente, não pode prever seu fim. Desde lá até hoje vivi em prol de meus sonhos e projetos. Tropeços nunca foram páreo - e olha que eles foram vários.
Essa super mudança gerou várias outras mudanças. Talvez a gente não se dê por conta, mas cada detalhe gera uma reação em cadeia. Quase aos 20 anos, faltando menos de 3 meses para completá-los, posso dizer que fui me adaptando às circunstâncias e reaprendendo sobre a vida dia após dia. Quando perdi meu pai, senti que a maturidade em minha vida deu o ar de suas graças mais cedo. Aos 16 anos eu já tinha uma consciência maior sobre o mundo, pessoas, situações e consequências, algo estranho para as pessoas que tinham a mesma idade que eu. Na época minha psicóloga dizia que eu estava vendo o mundo por uma lente diferente das demais pessoas que conviviam comigo (naqueles anos: o colégio), mas que, conforme os dias passassem, aprenderia a lidar com a minha nova configuração.
Sinto que esses, diga-se de passagem, "fantasmas" ficaram para trás. Beiro duas décadas de vida colecionando maturidades, essas, porém, surgidas de novas perdas - afinal de contas, ignorá-las seria deixar de conhecer um pouco mais sobre quem eu sou e o que quero de verdade.
Vivemos de momentos. Somos capazes de avaliar, com o passar dos dias, o que ainda serve e precisa ser zelado daquilo que pode ser jogado fora e, suddenly, pode ser substituído por algo que mais nos apeteça.
Não sei o que é a Lira dos Vinte Anos. Sim, é um livro e escrito por Álvares de Azevedo. Mas eu nunca o li, não sei que tema aborda... Mas, quem sabe, seja uma obra que enfoque as dúvidas e a maturidade da chegada dos 20 anos, afinal de contas, parece que a adolescência começa a passar o seu lugar para a juventude.
---------> Em breve será lançado o meu primeiro livro "Por Onde Andei" pela editora Penalux. Aguardem!!!
Beijo, C.
Feliz ABRIL!
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domingo, 9 de março de 2014
Você é o convidado de hoje
Me pego em um fim de noite dominical cercada pelos mesmos pensamentos de algumas semanas atrás. Acho que pensar que tudo tem um motivo para ser está virando uma doutrina, e através disso é como se os dias me fizessem apostar que tudo aquilo que sonho me espera a pouco tempo de distância. Dá para entender?
Acho que vou reformular a minha pergunta: Você já viveu uma crise? É, uma daquelas que faz com que você repense os caminhos que pegou e, através disso, troque realmente o rumo da vida que estava levando? Crises são pra isso... Se sim, você é o convidado de hoje.
É que depois da crise e da mudança na trajetória você percebe que, pelo menos parte de você, saiu do sentido errado, via contramão, e que agora está seguindo rumo aos sonhos que sempre moraram dentro de você. E o mais bacana em isso tudo é que a gente passa a descobrir que nasceu com o potencial para realizar tudo aquilo que almejou e ainda vai almejar.
Somos os convidados de hoje. Não sei bem por quê escolhi tal titulo, que coisa banal! Mas o que convido a você saber é que depois de toda crise, a vida vira outra e os ponteiros somos nós que acertamos. Somos os convidados a acertá-los, a reverenciá-los conforme nossa vontade. O resultado nos é apresentado conforme os dias passam, conforme a atitude que temos perante eles muda. A vida continua, prossegue, qualquer atitude e pensamentos são capazes de modificá-la. E o que venho aprendendo é que jamais devemos duvidar da magia que nos cerca ao apostarmos nas proezas de viver um dia de cada vez.
A ansiedade atrapalha aquilo que precisa de espera... Você é o convidado a viver um dia de cada vez (:
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Beijo, C.
quarta-feira, 5 de março de 2014
E a mudança das estações...
De repente você pegou um desvio e ele te mostrou mais da vida do que você o subjugou no começo, enquanto ainda avaliava se o percorria ou não.
De repente algo mudou: Quem sabe a sua vida inteira.
E aí você percebe que, com tantas mudanças lhe rodeando, é hora de mudar o que você concebia por si mesmo.
Uma vida e tantas opções. O tempo deixou de ser escravo: Ele hoje passa tão depressa... Estava eu assustada em viver uma espera de 365 dias. Que pensamento errôneo... Muitas coisas podem mudar e acontecer em um ano, mas ele voa. Se 2014 começava ainda "ontem", hoje já estamos no terceiro mês do ano.
Sabe quando as coisas realmente estão diferentes? De repente você descobre que pegou o desvio certo, que foi jogado pelas ruas da vida até que essa, num encontro feliz, te fizesse chegar ao lugar no qual tudo o que você sempre sonhou em viver, de fato, vai acontecer. Pois a gente vive daquilo que a gente sonha, basta estar atento aos caminhos que vão se abrindo à nossa frente.
Acho que todo mundo chega a esse momento na vida, no qual a noção de escolha é totalmente o que vai definir aonde chegaremos, aonde a noção de que ninguém fará por nós algo que nós desejamos fazer. Somos escolha, somos consequência. E a partir disso é que controlamos boa parte da sequência de fatos em nossos rumos.
O verão tão aguardado vai se despedindo aqui no sul... Tão pronto aquele frio de quase gelar a alma vai adentrar portas, janelas... E confesso aqui que também anseio por ele. Anseio pela continuidade das mudanças que o verão proporcionou. Por que a vida é continuidade, não limitação. A extensão de nós mesmos percorre os dias, e através disso deixamos um pouco de nós pelo caminho e o resto levamos para outros engrandecimentos.
Que as trocas de estações sejam isto: mudanças pelas quais todos nós temos que passar.
Beijo, C.
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Trechos do livro "A arte da guerra".
"Um exército vitorioso ganha antes de ter deflagrado a batalha; um exército fadado à derrota combate na esperança de ganhar".
"Enfim, se tiveres em mente vitórias obtidas em épocas remotas, e todas as circunstâncias que a acompanharam, não ignorarás os diversos usos a que serviram, e saberás que vantagens ou prejuízos trouxeram aos próprios vencedores."
"A garantia de nos tornarmos invencíveis está em nossas próprias mãos. Tornar o inimigo vulnerável só depende dele próprio."
"O homem comum não compreende que uma vitória seja obtida antes que a situação se cristalize."
"Age de forma que o inimigo seja, entre tuas mãos, como uma pedra redonda que terias que precipitar de um penhasco: a força necessária é insignificante; os resultados, espetaculares."
"As quatro estações não se sucedem da mesma maneira a cada ano. O alvorecer e o poente não estão sempre no mesmo ponto do horizonte. Alguns dias são longos; outros, curtos. A lua cresce e decresce e nem sempre é brilhante."
Trechos retirados do livro "A arte da guerra", de Sun Tzu.
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