terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Entre a saudade e o futuro.

 Nos minutos que antecedem o meu último suspiro antes de adormecer, relembro da noite da minha formatura. Não sei direito entender porquê isso acontece, parece que a formatura foi uma noite tão marcante que desde o dia em que a vivi são raras as noites em que não relembre dela.

Junto com a lembrança da formatura são trazidas à tona as lembranças do último ano do Ensino Médio. Já estou com saudades de todos aqueles que me fizeram companhia nas manhãs de 2011 e sinto que relembrando de cada um, os momentos que vivi ao lado deles se tornaram mais importantes ainda. É incrível mas relembro de muitas manhãs, muitas conversas, muitos momentos. Muitas frases que ouvi, e que me marcaram, ditas em um momento considerado não tão importante e que hoje fazem parte de uma coleção de saudades.

Ao mesmo tempo em que estas saudades tão intensas me invadem, existem também minhas precipitações sobre o futuro. Minhas férias já não são "escolares", o período que enquanto não estou fazendo nada é só uma pausa entre estar em uma faculdade e no mercado de trabalho.

São sentimentos meio inconclusos, eu diria.

Mudanças, saudades, futuro. Um misto tão confuso para aqueles que sentem o mesmo que eu estou sentindo. Porém, tanto eu como aqueles que estão na mesma fase que eu, sabemos que esta nova fase também está recheada de expectativas positivas, pois é a partir de agora que começaremos a construir e ver construído o nosso futuro.

Beijo, C. FELIZ 2012!!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Querido 2011, obrigado!

 Antes mesmo de começar, 2011 havia sido cotado para ser um dos mais difíceis anos de minha vida. Isso se devia ao fato da fatalidade que aconteceu em minha vida no final de 2010.

Mas, por incrível que pareça, nos segundos em que 2011 estava apenas começando, pude sentir que todo aquele susto que o final de 2010 me trouxe não era algo para fazer com que eu encarasse o novo ano com medo e sim para que eu o encarasse exatamente como um novo começo, com a esperança de que dias melhores viessem.

Já no Reveillon fui enfeitiçada por surpresas quando justamente no lugar em que eu me encontrava, de toda a praia, fora exatamente aonde estourou uma super queima de fogos de artifício. Uma chuva de cores caiu em cima de mim, eu olhava para o céu totalmente escuro e artifícios dourados, verdes, prateados, vermelhos, azuis caiam em cima de mim. Um momento lindo e cada estouro dos fogos se tornava uma batida mais forte no meu coração.

E 2011 inteiro foi assim: surpreendente. Teve seu começo pulsante, passou por períodos mais delicados e que precisavam de maior atenção, mas restaurou-me do ponto em que eu havia parado depois de ter perdido o meu pai e me levou mais longe do que eu pudesse imaginar.

Este ano também encerrou-se uma etapa da minha vida - e nesta ele se encarregou de trazer a turma do colégio que eu precisava para voltar a encarar os meus dias com vigor. Afinal de contas, todo recomeço, ou novo começo, é difícil. Trouxe também amizades que jamais esperava encontrar e me proporcionou momentos que jamais esperei viver. 2011 cumpriu seu papel em fazer com que eu visse além da tristeza e saudade. Me reestruturou.

Também neste ano, já alicercei os passos para a próxima etapa de minha vida - que começa ano que vem.

2011, depois de tantas surpresas agradáveis - e algumas também desagradáveis, pois sempre haverá o lado bom e o lado ruim de tudo -, me deixa em um futuro incerto, onde as dúvidas estão maiores do que nunca, porém, assim mesmo, ele deixa o recado de que 2012 será muito promissor pelas certezas que possuo, mesmo com tantas perguntas.

Também 2011 não deixou escapar a certeza irrevogável que 2010 me trouxe: ninguém vive eternamente.
Vivi este ano com a saudade que 2010 eternizou em mim, vou para 2012 ainda com tal saudade, pois agora entendo com muito mais clareza que as pessoas que amamos de verdade sempre deixarão um buraco irreparável em nossos corações, especialmente quando fazem parte de nossa família.

2011 foi um bom ano, para ser sincera, por mim ele poderia durar mais. Também penso desse jeito pois acho que ele passou rápido demais. Este ano foi muito mais do que eu pudesse ter esperado e foi muito melhor do que aparentava que iria ser.
Vou para 2012 sabendo que o ano que acaba foi bom, mas, positivamente, espero que o ano que se inicia seja melhor ainda.

Muitas pessoas não veem algo muito interessante na virada de ano, em comemorar o acontecimento em si, mas eu sempre vi tudo de diferente no Réveillon. Na virada de ano, sinto que tudo está recomeçando.  Sinto que o jeito como você se sente em relação à virada de ano e o jeito como ela acontece dizem muito sobre o que o ano será e o que você espera que ele seja.

Muito obrigada a todos que tornaram meu 2011 um ano mega especial, sejam vocês amigos, colegas, família... Mas um obrigada especial a todos os leitores que passam por aqui, sejam aqueles que passam todos os dias ou aqueles que passam uma vez por semana, tenham a certeza de que vocês contribuíram bastante para que o meu ano e tornasse tão mágico.

Beijo C.
Obs: Ficarei uns dias sem postar aqui - também preciso de férias do meu blog!!! -, mas por favor continuem passando por aqui. Não haverão textos novos por alguns dias, mas, acreditem, existem muitooooos textos que eu tenho certeza que vocês ainda não leram. Para encontrá-los, é só clicar na aba aqui do lado -> aonde diz "arquivo".

FELIIZZZZZZZZZZZZZ 2012!!!!!! TUUDOO DE BOOM!! SAÚDE, PAZ, AMOR E MUIITAA FELICIDADE.
Vejo vocês no ano que vem!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Peter.

 "Se ele tivesse, ah, se ele tivesse um coração no lugar da frieza polar que carrega entre os pulmões."

Peter era um bom garoto. Ou era isso que seus pais pensavam sobre ele. Desde criança era um pequeno garanhão.
Todas as menininhas do colégio rabiscavam no caderno seus nomes junto ao dele, sonhando com o dia em que ele as notasse e finalmente dissesse que estava gostando delas. Peter nunca dizia nada, mas ele via e sabia que isso acontecia.

Ele tinha vários sonhos quando criança e adolescente. Peter sonhava em transformar tal beleza da qual era portador em algo proveitoso. Queria ser modelo, até mesmo artista de televisão. Queria trabalhar na Globo, fazer par com a Gisele Bundchen. Por que não?

Ele achava que tinha porte para tal sonho, o problema era a vontade. Peter não se entregou à busca porque não se sentia capaz de enfrentar os obstáculos que esta busca lhe traria. Afinal de contas, não seria mais fácil encontrar um emprego mais ou menos e se estabilizar?

Continuou no mesmo lugar. Continuou com sua beleza, conquistando e quebrando corações.
Será que conseguiria ser assim até quando? Até que todas as garotas desistissem dele de vez?

Peter sentia diversão com tal feitio. Era como um hobbie. Nos anos de sua glória em beleza e popularismo, era tudo o que outros garotos poderiam invejar, afinal de contas ele conseguia todas.

Mas hoje, passado tantos anos, se via sozinho. E admitir que a única garota que havia amado de verdade havia o dispensado, era como descobrir que sua família não era biológica - uma tragédia gigantesca e impactante.

Ele já estava na casa dos 20 e ela também. Ele ainda morava na casa da mãe - já que os pais estavam separados - e ela havia mudado de cidade há 2 meses por uma oportunidade de emprego. Ela foi embora dizendo que o passado de Peter a envergonhava e que ele poderia conquistar todas as garotas do mundo, menos ela.

Peter a amava, mas não iria além para conquistá-la. Isso o colocava a pensar se aquilo que existia entre seus pulmões ainda era um coração ou apenas um cubo de gelo.

Beijo, C.

Top 43 livros que li em 2011.

Como fiz no final de 2010, aqui segue a lista dos livros que li neste ano em ordem dos que eu mais gostei para os que eu menos gostei:
(Obs: esta lista foi bem difícil de ser elaborada!)
1º: Souvenir - Therese Fowler.
2º: Morte e vida de Charlie St. Cloud - Ben Sherwood
3º: O diário de Anne Frank - Anne Frank
4º: A última música - Nicholas Sparks
5º: Diários de uma paixão - Nicholas Sparks
6º: Memórias da montanha - Denise Emmer
7º: Os delírios de consumo de Becky Bloom - Sophie Kinsella
8º: Lua azul - Alyson Noel
9º: Becky Bloom - Delírios de consumo na quinta avenida - Sophie Kinsella
10º: Dom Casmurro - Machado de Assis
11º: Montanha-russa - Martha Medeiros
12º: Gossip Girl - O início - Cecily Von Gieser
13º: O jogo do anjo - Carlos Ruiz Zafón
14º: Um amor para recordar - Nicholas Sparks
15º: O segredo de Emma Corrigan - Sophie K.
16º: Tudo que eu queria te dizer - Martha Medeiros.
17º: À caça de Harry Winston - Lauren W.
18º: As listas de casamento de Becky Bloom - Sophie K.
19º: Nunca desista de seus sonhos - Augusto Cury
20º: Gossip Girl Vol.4 (Eu mereço!)
21º: Gossip Girl vol.5 (Do jeito que eu gosto)
22º: A menina que não sabia ler
23º: O noivo da minha melhor amiga
24º: O chá de bebê de Becky Bloom - Sophie Kinsella
25º: Lembra de mim? - Sophie Kinsella
26º: Noites de tormenta - Nicholas Sparks
27º: Dissonâncias - Marilu Valente
28º: O corpo fala
29º: Gossip Girl Vol.6 (É você que eu quero)
30º: Fora de mim - Martha Medeiros
31º: Terra de sombras - Alyson Noel
32º: Através do espelho - Jostein Gaarder
33º: Doidas e santas - Martha Medeiros
34º: O quatrilho - José C. Pozenato
35º: Trem bala - Martha Medeiros
36º: 6 contos da era Jazz - F. Scott Fitzgerald
37º: Estrela da vida inteira - Manuel Bandeira
38º: O que realmente importa? - Anderson Cavalcante
39º: Traçando NY - Luis Fernando Verissimo
40º: beber, jogar, fazer
41º: Como ser popular - Meg Cabot
42º: Ídolo teen - Meg Cabot
43º: Elite da Tropa


Eu sei que a lista é ...meeeio... grande, mas espero que não tenha desistido dela na metade hehehe. Ler é importante e, vendo esta lista, você pode constatar o tamanho da minha paixão pela leitura.

Beijo, C.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal de saudades.

 Há dois anos atrás, eu vivia a última véspera de Natal junto ao meu pai - e consequentemente vivia o último Natal junto a ele.

O Natal este ano está um pouco mais leve e menos dificultoso de ser encarado. A verdade é que quando as datas que geralmente são comemoradas em família chegam, elas fazem com que sintamos muito mais a falta de uma pessoa que amamos e que não está mais presente nesse mundo.

O último Natal que vivi junto ao meu pai eu estava com amigdalite e quase nem conseguia falar e nem comer. Lembro que sentei-me junto ao resto de minha família na mesa - que estava cheia de comidas deliciosas - e eu fiquei só assistindo os outros jantando. Eu até dava risada de todo o meu estado decadente. Era um dia quente, lembro-me bem.

É meio triste relembrar as últimas datas comemorativas que passamos ao lado de alguém. Tenho a certeza de que todo mundo guarda natais que foram especiais e marcantes, mas que hoje não acontecem da mesma forma. Muita gente deve lembrar aquele Natal em que toda a família - pais, irmãos, tios, primos, avós, avôs - se reunia e comemorava junto ou então aquele Natal em que os pais ainda estavam juntos. Menciono tanto sobre a família para esta data porquê acredito que ela realmente queira dizer isso: estar com a família.

O engraçado este ano é que sei estar na véspera de Natal e que amanhã ele acontece, mas o clima dele não estou sentindo tanto. Talvez o ano inteiro tenha transcorrido de uma maneira tão rápida que eu ainda não percebi em qual data estamos.

Eu posso arriscar apenas dois sentimento sobre a data comemorada entre os dias de hoje e amanhã: Saudades pelo meu pai e compaixão pelas pessoas que amo e que passarão mais um Natal comigo.

Feliz Natal !!!
Beijão, C.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O ex.

 A primeira vez em que ele a viu, Taylor era apenas uma criança.
Will já estava a cerca de seus 16 anos de idade e namorava a irmã mais velha de Taylor. Desde o momento em que conheceu Taylor, viu algo de diferente e especial na garota que supostamente se tornaria sua cunhada, caso as coisas entre ele e a irmã dela continuassem dando certo.

Taylor gostava de Will, achava ele um futuro cunhado engraçado e o qual poderia fazer a sua irmã mais velha muito feliz. Taylor, desde criança, era o tipo de garota que costumava abrigar os novos agregados de sua família com muito carinho, principalmente aqueles que gostavam de se reunir à ela em suas partidas de videogame - no PS1 da época - e a ajudavam a virar todas as fases dos jogos que ela tinha.

Will, em plena adolescência, jogava as partidas de PS1 com muito gosto - ás vezes até se empolgava tanto que acabava deixando Taylor sem ter porquê de jogar -, mas quando isso acontecia já percebia a personalidade que se revelava em Taylor através dos games. Sempre que competiam em algum jogo, via que ela não se deixava abalar por uma derrota, mas gostava de ver o quanto Taylor sorria quando ele conseguia passar mais uma fase do jogo que ela não havia conseguido.

Se um dia Will tivesse que ir embora, sentiria falta dela. Taylor também sentiria falta do herói de seus jogos.

Um dia Will estando junto à namorada, Taylor - como qualquer criança - fora insistir com Will para que ele fosse jogar videogame mais uma vez.
- Will, Will, tem mais uma fase que não consigo passar! Me ajuda?
- Sabe Taylor, se eu não namorasse sua irmã, namoraria você. - Disse Will brincando.

Quase dez anos haviam se passado desde então, e Will e a irmã mais velha de Taylor não haviam continuado juntos.
Mas fosse por brincadeira ou por irônia do destino, Taylor havia crescido e se tornado muito mais do que ele havia esperado. O videogame havia ido embora, assim mesmo como a infância dela e a adolescência de Will.

Taylor hoje era outra garota e de vez enquando via Will pela rua, lembrava-se sempre dos momentos em que ele havia sido um bom cunhado e do quanto a vida era um paraíso quando ele jogava videogame com ela. Com certeza ele fora um dos mais legais futuros cunhados - tanto pelo lado da irmã mais velha quanto pela irmã do meio - que haviam passado por sua vida.

Mas agora ela sentia que Will queria retornar à sua vida, só que em outro grau de parentesco.
Quando soube das intenções dele, não pode deixar de recordar aquela situação de quando era criança, mas tanto naquele dia quanto agora jamais imaginaria acontecendo. E não queria, é claro.
Sentia que as coisas funcionavam melhores desse jeito: Seus ex somente seus ex, os ex de suas irmãs somente os ex de suas irmãs. Sem congestionamentos de parentesco.

Era uma confusão mesmo... Esse mundo de Taylor.

Beijo, C.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

.... Férias.

Talvez a vida tenha se tornado outra. E daqui pra frente ela passe a mudar e mudar muito mais.

Mudanças talvez não me assustem tanto quanto ficar revoltada com o mundo. Mudanças só indicam que estamos dando um passo a mais na direção onde pretendemos chegar, já revoltas com o mundo podem causar arrependimentos.
E, como sabemos, arrependimentos podem doer e durar uma vida inteira.

Eu tento me manter coerente em um mundo que muitas vezes revira a minha vida de cabeça para baixo, mas eu confesso que há vezes em que nem eu mesma consigo colaborar. Sentimentos humanos, natureza humana que, ás vezes, sinto dizer, infelizmente fazem parte do meu contexto também.

Depois de todo o ringue e a troca troca de palavras pra ver quem sabia gritar mais alto, tenta-se entender o porquê de ter entristecido tanto e maltratado tanto - não somente a si mesmo, como também os participantes da discussão. Entra em ação o "tentar enxergar o lado bom da situação."
O que, de fato, resolve, pois avalia-se todo o contexto e acaba-se percebendo que o ocorrido não era de todo mau assim.

Conflitos ocorrem com pessoas que não sabem por onde começar e nem para onde querem ir (Talvez seja difícil dessa forma.)
Mas conflitos também existem para pessoas que sabem aonde querem chegar e onde pretendem estar, mas não sabem por onde começar. O que também é uma grande precipitação. E se de toda essa confusão e dúvida partem ainda erros nos planos que estavam praticamente já sendo concretizados, tudo acaba facilitando para um conflito mais complexo ainda.

Porém, tudo se resolve quando a sua resposta é "Enfim, aceito tudo o que não foi planejado" e aquele super temporal - que estava se armando durante todo o dia - resolve cair exatamente nessa hora.

Nesse ritmo lento de férias, estou com um coração a mil. É tempo de fazer com que as coisas fiquem organizadas novamente, já que com o final do Ensino Médio tudo ficou bagunçado de um jeito que há muito tempo não ficava.

Beijo, C.

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