sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Goodbye September.


Tá  bom. Não tenho chances de terminar esse mês sem nada dizer.
Não sei porquê, mas final de setembro sempre é marcante. Talvez seja por causa do Green Day com sua música mais que impactante e tão lembrada "Wake me up when september ends".
Só para dar um FeedBack do mês, eu diria que setembro foi bom, foi marcante e "mudante" também. Acho que ele me fez adquirir algumas novas perspectivas sobre quem eu sou. Também acho que ele, mas não apenas ele, passou bastante rápido.


"As my memory rests
But never forgets what I lost 

Wake me up when September ends"


Beijo, C. 
E que outubro seja um mês ótimo pra todo mundo!


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O meu único aguardo.

Você não sente também que aqueles dias de surpreendente frio acabaram, se foram, tipo assim, pelos próximos seis meses?
É, depois do calor que senti hoje pressinto não sentir mais aquele frio que, de tão intenso, fez congelar até a alma, mais ou menos.

Pois é, a primavera começou a fazer seu papel aqui no sul do Brasil. No sul do Brasil e em mim também.
Afinal de contas, sol e dias lindos com temperatura agradável fazem levantar qualquer astral.
Passando pelas ruas hoje esse foi o sentimento que se sobressaiu: Aquela vontade de, simplesmente, ir. Ou, dependendo do contexto, ser.

O que me aguarda ou não aguarda, não sei, mas obviamente o pensamento tem de ser positivo. O que eu quero? Bom, algumas coisas estão bem certas nesse momento, mas amanhã talvez não seja minha decisão final; algumas coisas eu sei que no momento não serão alteradas, mas quem sabe com o passar dos dias sejam. Não sei muito bem aonde vou, nem quem encontrarei, mas a primavera permite que a vontade de ir não apenas exista, mas se torne concreta.

A verdade é que desejo muitas coisas - e essas, por si só, não desgrudam da minha cabeça, pois já fazem parte do que sou -, mas ao que me refiro com a chegada dos dias mais quentes é que estou esperando pelo inesperado. Quero momentos bons, situações boas; quero viver algo que nunca vivi ou imaginei.

E como diria o Ted de How I met your mother:
"Eu nunca fui onde pensei que eu queria ir, mas sempre tive uma grande história pra contar."

É este o meu aguardo... O inesperado!

Beijo, C.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Alguma coisa nesse lugar.

 "Somethin', something about this place..." (Lady Gaga)
Não faz muito tempo a primeira vez em que decidi pisar no lugar onde me encontro agora. Resisti bastante à vir aqui, admito, porém agradeço ter me rendido ainda em tempo, pois na ocasião em que vim aqui meu pai ainda era vivo.

Me lembro de não ter me decepcionado quando finalmente descobri o lugar, quando finalmente quis descobrir qual o lugar que substituiria aquele que era nosso atual lar.
Também sei que meu pai tinha planos para o lugar onde estou pisando agora, este seria o seu e, possivelmente o meu, novo lugar. Eu ajudei a escolher o piso, observei algumas mudanças que meus pais decidiram fazer na obra e me saudei com a vista do lugar. Um espetáculo, devo dizer.
Sempre consegui pensar longe, mas ás vezes eu preferia me focar no presente sabendo que nada mudaria tão rapidamente em nossas vidas.
Mudou, é claro. Muda devagar e o tempo todo. Mas mudou do jeito que eu jamais poderia pensar.

Hoje volto aqui, no lugar que até há um ano atrás era apenas mais uma obra cheia dos sonhos de meu pai. A verdade é que continuo pensando que nada muda tão depressa e que por enquanto não é aqui que vou morar.
Porém, eu me volto para a vista da janela - vista tão linda da Serra! - e continuo aspirando uma energia muito boa da paisagem que vejo. Meus sonhos e minha sequência naquilo que tenho como objetivo continuam estando em primeira estância como naquela vez em que estive aqui escolhendo o piso. É por isso que vou, é por isso que continuo. Não sei se aqui será o lugar onde me abrigarei daqui há algum tempo, só sei que com a vista que tenho... Sinto a energia necessária para saber que o mundo é o que me espera.

Beijo, C.


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O show da vida - Por Felipe Sandrin

 Eu tinha 14 anos e ainda sonhava ser jogador de futebol quando ganhei meu primeiro violão. Era despretensioso em relação àquela madeira com cordas, notas musicais não me chamavam tanto a atenção quanto a bola que corria caprichosamente entre os paralelepípedos do bairro e os tapetes de grama que via pela TV.

Queria que tal sonho tivesse se desfeito junto ao tempo, calmamente, quase imperceptivelmente, mas, pelo contrário, foi rápida e seca a realidade de que um problema no pé iria me atormentar sempre que eu fosse tentar correr atrás dela, a bola. Era como perder uma grande amiga, uma despedida a ecoar o nunca mais: mesmo que ela estivesse ali, não seríamos mais o que éramos.
Bem, tormentas levam, mas também trazem. Alguns meses depois, estava eu sentado sobre a cama, violão sobre a perna e pastas cheias de papéis à minha frente. Eram longas as conversas entre mim e aquela madeira com cordas, não nos entendíamos muito bem, mas ainda assim tornava-se cada vez mais difícil ficarmos longe um do outro.

A vida tem esses mistérios, faz com que coisas até então sem sentido se encaixem de tal forma que mesmo diante de brutais diferenças se tornem fundamentais umas às outras. Foi assim, na dificuldade de um adeus que surgiu meu mais confidente "olá".
Logo meu violão conheceu guitarras, baixos e baterias; trouxe-me novos amigos, amigos esses que subiram comigo em palcos, leram minhas primeiras composições, testemunharam vidas que se uniram por acordes.

Alguém uma vez disse: "Eu não sei qual o segredo do sucesso, mas o segredo do fracasso é tentar agradar todo mundo". Foi assim, sabendo que meu violão e a música estiveram comigo quando mais precisei, que a opinião dos outros quanto aos meus talentos se tornou meramente a opinião dos outros. Eu não tocava para agradar, não cantava para tentar ser percebido, eu apenas fazia porque precisava daquilo tanto quanto respirar.
Vi muitos ficarem pelo caminho, deixando os sonhos que um dia sonhamos juntos para trás. É a vida, não é? Alguns seguem, outros param; atalhos surgem muito convidativos, amenizam uma eventual desistência.

Não sei bem aonde cheguei, mas é prazerosa a sensação de se ver cumprir o que prometemos um dia. E para quem quiser conferir, domingo estaremos tocando em frente à Casa das Artes, ás 17 horas. Coisa rápida, tão rápida quanto a vida, os sonhos, o primeiro e o último show... O show da vida.

Texto escrito por Felipe Sandrin no Jornal Serra Nossa, edição do dia 23/09/11.

Perfeito!
Beijo, C.


domingo, 25 de setembro de 2011

Cinderela sitiada.

 Um dia aconteceu. Ela se apaixonou.
Depois de muito tempo procurando, novamente o coração voltou a disparar por uma pessoa.
E como ela e todos sabem paixão é sempre paixão. Perdeu a fome, pensava nele, a cabeça nas nuvens, o coração pulsante.
Ela não se entregou. Não na segunda, nem na terceira, nem na quarta vez que o avistou em seu campo de visão.

Mas, mesmo assim, o amor foi acontecendo. Aconteceu a melhora na comunicação até que, então, surgiu o momento em que o coração quis falar mais alto do que a razão. Pouco sabia ela o que iria dizer, pois o coração simplesmente disse o que necessitava dizer.
A reciprocidade aconteceu. Porém, ela sabia que não poderia se entregar se não houvesse uma boa chance de ser um sentimento recíproco.

E o primeiro encontro dos dois aconteceu. Inédito para ela entender que aquilo estava acontecendo de verdade. Inédito para ele também, pois ela sentia que, embora ele não dissesse nada, seu nervosismo falava por todas as palavras não ditas.
Ela queria conhecer ele melhor, é claro que sim. E para conhecer alguém melhor é preciso conversar. E foi ali que se instalou o melhor entendimento dos dois.

Porém, depois de alguns momentos, ela acabou percebendo que ele não era um garoto comum. Na realidade, todos os garotos podem ser comuns, mas eles somente serão diferentes para nós se possuírem algo que nos atraia.
Cinderela não buscava um princípe, nem um pebleu, nem nada do gênero, mesmo sendo uma princesa. Cinderela queria amar alguém, queria romance, queria uma história diferente, algo marcante.

O problema era que ele não queria uma história, nem um possível romance. Ele queria ela, mas ele queria um lance. Um lance traiçoeiro.
Ele foi querido com ela, quase um cavalheiro, mas também era um Bad Boy ao mesmo tempo. Ela foi para casa e, sim, ele a abraçou, a beijou também. Nesse momento ela encontrou o romance.

Porém, ao entrar em casa pensou se haveria compatibilidade entre uma princesa em busca de um romance e um garoto que queria apenas um lance.

Beijo, C.

sábado, 24 de setembro de 2011

Porto Alegre - Fresno


 (Obs: Eu simplesmente ameiiii o clipe dessa música! Acho que retrata o puro sentimento de saudade de momentos e pessoas e coisas que deixamos ao longo do caminho para irmos em busca da concretização de nossos sonhos.)

Faz frio em Porto Alegre toda noite e de longe eu não posso te ver.
Então me perco em pensamentos de um passado que a muito tempo eu quero esquecer.
Eu só quero falar que ao teu lado, eu tava errado, eu nunca consegui viver.

Mas só eu sei de você.
Só não queria dizer Adeus. [É que eu tinha tanto pra contar]. Eu não queria dizer...
Eu volto a tanto tempo e cada vez parece que o meu tempo não passou.
Eu não encontro nada que me dê motivo outra vez pra procurar o que sobrou.
Eu vivo condenado e sem saída de um passado que parece não ter fim.

Você não sabe de mim.
Só não queria dizer Adeus. [É que eu tinha tanto pra contar]
Eu não queria perder o que sempre foi meu.
Pois não há alguém que possa te amar. Pois não há alguém que possa nos salvar.

Eu não queria dizer Adeus! [É que eu tinha tanto pra contar]
Só não queria perder o que sempre foi meu.
Eu não queria dizer... Adeus!



Beijo, C.

You and I - Lady Gaga

 
Já faz um bom tempo desde que eu cheguei. Já faz um bom tempo mas agora eu voltei e dessa vez não vou embora sem você.
Você tem gosto de whisky quando me beija. Daria qualquer coisa para ser sua bonequinha de novo e dessa vez não vou embora sem você.
Ele disse "sente-se aqui no seu lugar" no canto do bar com seu salto alto. Sente no sofá onde fizemos amor pela primeira vez.
E você me disse que: Tem alguma coisa, alguma coisa nesse lugar, alguma coisa com as noites solitárias e o batom no seu rosto.
Tem alguma coisa, alguma coisa com o meu camarada de Nebraska.
Tem alguma coisa com, baby, você e eu.
Já faz dois anos que abandonei você e não podia ouvir uma piada ou rock n' roll e carros potentes atropelaram meu coração com um caminhão.
No meu aniversário você cantou "Heart of Gold" para mim com uma guitarra e sem roupa nenhuma. Dessa vez não vou embora sem você.
Tem alguma coisa, alguma coisa nesse lugar
Alguma coisa com as noites solitárias e o batom no seu rosto. 
Tem alguma coisa, alguma coisa como meu camarada de Nebraska.
Tem alguma coisa com, baby, você e eu.
Você e eu, você, você e eu
É, eu prefiro morrer sem você e eu
Nós temos bastante dinheiro mas ainda pagamos aluguel, pois você não pode comprar uma casa no paraíso.
Só existem três homens a quem eu vou servir minha vida toda: o meu pai, o Nebraska e Jesus Cristo.
(Tem alguma coisa) Alguma coisa com essa perseguição (Foram seis longos anos). Eu sou uma nova-iorquina que nasceu para te atropelar, então fique com batom por toda a sua cara.
Alguma coisa, alguma em saber quando é o certo.
Então façam um brinde para Nebraska. Para Nebraska, Nebraska eu te amo.
Você e eu, você, você e eu, Nebraska, eu prefiro morrer sem você e eu.
Já faz um bom tempo desde que eu cheguei, já faz um bom tempo mas agora eu voltei e dessa vez não vou embora sem você.

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