quinta-feira, 31 de março de 2011

Promessa para o tempo


Desde pequena ouço as pessoas dizendo "Como está passando rápido o tempo!" ou "os dias/semanas estão voando!"
Quando eu era criança não tinha como entender o que as pessoas queriam dizer com "o tempo está passando rápido" ou "os dias estão voando", mas desde lá percebi que essas frases não eram ditas com uma entonação positiva, então fiz um trato com o tempo: sempre que eu ouvia as pessoas falando que o tempo estava passando ligeiro, eu dizia que ele poderia passar o quanto rápido quisesse desde que eu pudesse aproveitá-lo ao máximo. Eu pensava dessa forma quando tinha entre oito e nove anos de idade e mesmo sem entender o que as tantas frases realmente significavam, eu arriscava a tal promessa.
Hoje, oito anos mais velha, sei o que quer dizer "o tempo está passando rápido" ou "os dias estão voando". Essa semana voou. Essa semana eu juro que não vi os dias passarem, como semana passada que também não os vi. Mas o meu pensamento de criança de não se importar com a velocidade que os dias passam e sim poder aproveitá-los e apreciá-los continua do mesmo jeito.
Não adianta. O tempo continuará voando e passando rapidamente, a única saída é fazer valer apena.
Muito bem, Caroline. Aprendeu cedo a lição!

Beijo, C.

Felizes para sempre - Martha Medeiros

O filme Pão e Tulipas conta a história de uma dona-de-casa que viaja de excursão com a família mas é esquecida pelo ônibus num restaurante de beira de estrada. Então ela aproveita a oportunidade para “tirar férias” da vida que levava: pega uma carona, vai pra Veneza e começa a excursionar sozinha por uma nova vida.

Ao sair do cinema, me lembrei de uma passagem do livro Ela é Carioca, de Ruy Castro. Lá pelas tantas ele conta que determinada mulher havia viajado muito e freqüentado todas as festas, até que casou, teve três filhos e por pouco não se aquietou. “Se ela se distraísse, acabaria sendo feliz para sempre.”

Ser feliz para sempre é o final que todos nós sonhamos para nossa história pessoal. A personagem de Pão e Tulipas estava sendo feliz pra sempre, até que descobriu que a felicidade muda de significado várias vezes durante o percurso de uma vida. Ninguém sabe direito o que é felicidade, mas, definitivamente, não é acomodação. Acomodar-se é o mesmo que fazer uma longa viagem no piloto automático. Muito seguro, mas que aborrecimento. É preciso um pouquinho de turbulência para a gente acordar e sentir alguma coisa, nem que seja medo.

Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias, felicíssimo por uns instantes, em outros instantes achar que ficou maluco, então ser feliz de novo em fevereiro e março, e em abril questionar tudo o que se fez, aí em agosto, ser feliz porque uma ousadia deu certo, e infeliz porque durou pouco, e assim sentir-se realmente vivo, porque cada dia passa a ser um único dia, e não mais um dia.

Eu não gosto de montanha-russa, o brinquedo, mas gosto de montanha-russa, a vida. Isso porque creio possuir um certo grau de responsabilidade que me permite saber até que altura posso ir e que tipo de tombo posso levar sem me machucar demasiadamente: alto demais não vou, mas ficar no chão o tempo inteiro não fico.

Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de “pra sempre”. Muitas vezes o “pra sempre” não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio em mudar. 

segunda-feira, 28 de março de 2011

O mundo tem solução.


Ao contrário do pessimismo de tantos, eu vejo que as pessoas estão buscando soluções para os problemas existentes na órbita de nosso planeta.
Acordo todos os dias faltando dez minutos para as sete horas da manhã e sempre gosto de tomar café na companhia da televisão. Geralmente gosto de assistir ao canal da rede Globo que, nesse horário tão cedo do dia, passa um programa que é exibido também pela Globo News chamado "Cidades e soluções".
Hoje eles falavam sobre embalagens de produtos que geralmente vão para o lixo ou são jogados na natureza e que há uma empresa que recebe todas essas embalagens e fazem um produto novo com elas. É incrível o que a empresa TerraCycle é capaz de criar!
A ideia original foi criada em 2001 nos Estados Unidos por um estudante de 19 anos chamado Tom Szaky. Hoje a empresa possui filiais no Brasil, Estados Unidos, Canadá, México e Reino Unido. São bolsas, estojos, cadernos e até roupas feitas com materiais que seriam reciclados (na melhor das hipoteses).
Também há o novo comercial da Coca Cola que tenta mostrar para as pessoas que a situação do planeta pode ser revertida, que, ao mesmo tempo que há muito terror na Terra, há muitas pessoas lutando para que o mundo seja um lugar melhor.
Ainda não assisti o filme 2012 e talvez eu só o assista quando estrear na televisão - aberta -, mas, baseando-me nas opiniões que ouço, dá para entender que o filme mostra catástrofes e o "suposto" término do mundo. Tudo bem, mas acho que quem se aterroriza por o que mostra o filme ou pelas tantas notícias trágicas que mostra no jornal, deveria começar a perceber que se olhar atentamente para os mínimos detalhes do que ocorre em seu dia a dia verá que o mundo está cheio de soluções. É raro de ver essas soluções em jornais que só contam tragédias ou em filmes sobre o fim do mundo, mas se você acordar as seis horas e ciquenta minutos da manhã e ligar a televisão no canal certo verá que o mundo está querendo melhorar, verá as quantas coisas boas que as pessoas estão fazendo para reverter a situação para melhor.

Beijo, C.

domingo, 27 de março de 2011

Fucking Perfect - Pink


Segui o caminho errado
Uma ou duas vezes
Cavei até conseguir sair
Sangue e fogo, decisões ruins

Tudo bem
Bem vindo à minha vida boba
Mal tratada, deslocada, mal compreendida, sabichona, tá tudo bem.
Mas isso não me parou
Errada, sempre em dúvida
Subestimada, olha ainda estou por aqui
Querido, querido, por favor, nunca se sinta
Como se fosse menos do que perfeito pra caralho
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.
Você é tão mau quando fala sobre si
Você está errado. Mude essas vozes na sua cabeça
Faça eles gostarem de você dessa vez.
Tão complicado
Olha como estamos conseguindo
Cheio de ódio
Um jogo tão empatado
Chega, eu fiz tudo que pude
Eu persegui todos os meus demonios e vejo que você faz o mesmo
O mundo inteiro está assustado, então eu engulo o meu medo
E a única coisa que eu deveria beber era uma cerveja bem gelada
Facilmente mentindo e eu tentei, tentei
Mas nós tentamos demais, é um desperdicio do meu tempo
Cansei de procurar pelas criticas, porque elas estão por todo lado
Eles não gostam dos meus genes, não entendem o meu cabelo
Sempre tão rigorosos com nós mesmos o tempo todo
Por que fazemos isso?
Por que faço isso?
Ooh, querido querido querido
Querido, querido, por favor, nunca nunca se sinta
Como se fosse menos do que perfeito pra caralho
Querido, querido, por favor, se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada, você é perfeito pra caralho pra mim.


Vídeo da música Fucking perfect. 

Beeijo, C.
Boa semana!! 

sexta-feira, 25 de março de 2011

Tá só començando!

33 M

Terceiro ano do ensino médio... Nada melhor do que ter uma turma unida pra gerar momentos bons e eternos.
No texto anterior (Carta pelo terceirão) citei sobre as amizades que criei durante o colegial e bem embaixo do texto coloquei que escrevi a carta mencionando o fim para me lembrar que ainda estou começando (o fim).
Eis que nada melhor que começar a unir a turma desde o primeiro mês de aula. Assim está acontencendo com a minha turma - a 33 M!.
Devido à alguns acontecimentos que ocorreram no colégio, alguns integrantes de minha turma tiveram a brilhante ideia de fazer cartazes escritos "PAZ". Talvez tenha sido uma brincadeira boba, mas o que foi interessante nisso tudo é que a galera se uniu para valer. Quando vi todos possuiam uma folha em branco e já estavam escrevendo e personalizando à sua maneira a palavra paz. Todos entretidos na brincadeira, todos unidos.
Mil desculpas para a professora que teve de nos aturar na manhã de hoje, na qual ninguém ficava quieto pelo extâse da ideia.
Depois de todos cartazes prontos, colamos fita e colocamos em alguns lugares do colégio.
Brincadeira sem intuito de ferir ninguém, nem de chatear ninguém. Somente para unir as pessoas e, talvez, mas só talvez, conscientizar as pessoas que realmente o mundo precisa de mais paz.


Beijo C.
33 M é pra vocês!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Carta pelo terceirão.


 Faz tempo que não nos escrevemos e eu fiquei com saudade daquelas cartas de uma, duas e, ás vezes, três folhas. Por isso resolvi escrever uma ao acaso e sem nenhuma pretensão, pois sei que talvez essa carta não chegue ao seu destinatário.
Queria tentar resumir tudo aqui; todos os novos sentimentos que esse ano está trazendo a mim e ao mesmo tempo gostaria de mostrar o quanto me sinto feliz por ter te encontrado em minha vida. Uma carta com passado e presente, nostalgias e embaraços.
Eu - e você também - estamos no terceiro ano do ensino médio, nos conhecemos há poucos anos, mas a sensação é que te conheço a vida inteira. O elo que criamos juntas já passou por momentos altíssimos e baixissímos - bem assim, no "superlativo" - aos quais fiz questão de eternizar em meus diários.
Queria que nossas conversas pudessem continuar, queria que nossa amizade pudesse continuar também. Nossa amizade e conversas vão continuar este ano, mas eu penso no que será disso daqui a algum tempo. Ou melhor, daqui a menos de um ano.
Conversar contigo sobre qualquer coisa, passar uns instantes ao seu lado é sentir que estou em casa; numa espécie de lar adotada, escolhida por mim. E a felicidade que acompanha esses momentos é algo que não sei contar em um desenho. Muito menos por uma simplória carta.
Esse ano a nossa amizade continua fisicamente; amizade de presença. Esse ano eu posso te ligar a qualquer hora e dizer: "Vem aqui em casa hoje?" ou "Vem aqui em casa daqui cinco minutos?" e sei que você vai poder vir.
Mas o ano que vem já não pertence a mim no que diz sobre o contexto físico ou de ligações fora de hora e horários sem compromissos.
Nunca me esqueci quando um amigo seu te falou algumas palavras de sabedoria que você fez questão de transmitir à mim: "Aproveite o ensino médio, pois somente ali todo mundo tem como se encontrar todos os dias e não tem trabalho ou faculdade ou compromissos para impedir de se encontrar." Sinto dizer, mas acredito que ele tenha razão. Afinal de contas, eu e você, como todos os outros, vamos saltar do ensino médio para ir em busca do que sonhamos ser/ter.
Eu e você possuímos grandes sonhos e sei que quanto maiores forem os sonhos maiores serão as batalhas, não é mesmo? Mas, minha cara, eu tenho certeza que, apesar de termos um grande desafio ou grandes desafios pela frente, ter grandes sonhos é muito melhor do que limitar-se à pequenos sonhos, pois cada vez mais me dou por conta que a vida é breve.
Sabe aquela sensação que você teve de querer chorar depois de ouvir sobre como será nossa vida daqui há alguns meses? Eu me senti da mesma maneira. O terceiro ano do ensino médio está me parecendo uma loucura! Todos que realmente querem fazer ou ser algo na vida se sentem de alguma maneira pressionados por aqueles que já viveram e já passaram por aquilo que nós iremos passar.
Nem dá para explicar muito bem, eu acho. Só sei que quem está no terceiro ano e ainda não amadureceu, a partir de hoje vai começar a amadurecer. Engraçado, parece tudo ter mudado da noite pro dia... E a mente da pessoa fica uma confusão danada!
Será que vou ir para a UCS? UFRGS? Unisinos? UFSM? FURG? Ou outra?
Seja qual delas for nosso destino, sei que estaremos em nossa trilha, no caminho de nossos sonhos.
Parece uma carta de despedida. Estranho como anseio em adiantar finais.
Na verdade acho que apenas só os adianto para que eu possa lembrar que ainda estou no início, assim podendo aproveitar enquanto estou "começando" o ano final.
De peito aberto e coração à deriva gostaria que realmente nossa amizade durasse. Sabe aquelas amizades que as vezes passam na tv de amigos de 30, 40 anos, de uma vida inteira? Eu gostaria que fosse assim a amizade que tenho contigo. Que sempre houvesse tempo para uma conversa de dez minutos, que mesmo que uma esteja em POA e outra em BG haja o interurbano, que mesmo que um dia uma esteja fazendo uma reportagem na Europa e outra esteja cuidando de um julgamento nos Estados Unidos haja o intercontinental.
Que haja sempre uma ponta de saudade forte o suficiente para que sempre haja vontade de se encontrar novamente ou de procurar o número no celular e ligar para dar um oi ou mandar uma simples mensagem dizendo "I miss you" ou simplesmente "IMY".
Terceiro ano com certeza é um ano diferente. É o último de uma etapa. Trás tensão e mexe conosco de tal forma que desloca alguns pensamentos e trás sensações nunca experimentadas.
Mas, como sempre dizia meu pai, : "Tudo vai dar certo". E eu complemento: "Mesmo que o certo esteja meio dificil de ser visto no momento."

Originalmente escrito em 03.03.11
Texto dedicado à todas as amizades que eu fiz no colegial e que gostaria de manter contato a vida inteira.
Beijo, C.

sábado, 19 de março de 2011

Você vai amar: Tudo que eu queria te dizer.

O que você sempre quis dizer a alguém - e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas - mas desiste, espera, até chegar o momento mais apropriado? Em 'Tudo que eu queria te dizer', Martha Medeiros encarna personagens que assinam cartas reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor. Em comum, as personagens deste livro têm a verdade de quem atravessa um ponto de virada em suas vidas e resolve colocar as cartas na mesa. Mestre na capacidade de nos emocionar, de forma simples e direta, a gaúcha Martha Medeiros concebeu 'Tudo que eu queria te dizer' como um livro de contos, estruturados de forma independente. Na forma de cartas, Martha revela com delicadeza os dramas das personagens. Como a amante que escreve à mulher traída, a filha que relata a emoção de ser mãe à avô ausente, o jovem motorista que escreve à mãe do amigo morto num acidente de automóvel, ou a viúva saudosa que se dirige ao marido morto. Perdão, vingança, alívio, um pouco de nós está em cada uma dessas vozes, que expressam através de cartas uma confissão ou o exorcismo de nossos demônios.
Martha Medeiros retrata neste livro os mais diversos tipos de solidão aos quais todo ser humano está propenso a ter.
Este livro foi adaptado para uma peça de teatro.

"O que é uma carta, afinal, se não isso: um atestado de existência e uma tentativa de provocar uma reação. Queremos ferir, queremos sensibilizar, queremos purgar nossa culpa, queremos contato" - Trecho do livro.

#indico : Tudo que eu queria te dizer.
Beijo, C.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...