quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Viajando II.


Prontamente amanhã - ou eu deveria dizer daqui há algumas horas apenas? - estarei indo para um lugar que ainda não conheço em um país que só conheço pela televisão.

Quando viajamos, para qualquer destino que for - seja há 50 quilômetros de distância ou há 15 mil quilômetros - voltamos diferentes.

Desta vez que estou indo também vai ser desse jeito: ir uma Carol e voltar outra.
Espero entender um pouco melhor todas as mudanças que agora estão acontecendo e espero perceber aquilo que continuará comigo apesar de tudo o que está mudando e aquilo que talvez não dure.

Na realidade, espero esquecer um pouco de tudo. Desligar a Carol rotineira e ligar a Carol que sei que só é encontrada enquanto viaja.

Quando eu voltar, eu conto o que vivi fora do país no meu Terceiro Diário de Bordo.


Não postarei aqui até dia 19 ou 20. Mas continuem acessando, olhando textos antigos. (:
Beijo, C.

Apenas mais uma de amor.

 A primeira vez que você sorriu para mim, eu pude compreender que não estava lidando com apenas uma paixão qualquer. Talvez um dispositivo dentro de nós mesmos saiba detectar quando uma simples paixão irá se transformar em um amor ou em um grande amor.

Estando hoje, talvez, na trecentésima vez que você sorri para mim, meu coração já não segue na mesma batida, nem mesmo posso me condizer ao jeito que estava na última vez em que meus olhos te registraram em minha memória.

Sinto que mudei bastante desde então, mas mudanças sempre foram uma via de mão dupla, por isso vejo que mudanças em você também aconteceram.

Ultimamente tenho me questionado se sempre que segundas chances surgem em nossas vidas elas realmente aparecem a tempo de serem aproveitadas ou se aparecem um pouquinho tarde demais.
Ultimamente tenho me perguntado se o significado da sua volta é para que exista uma segunda chance para nós dois, ou se eu deveria apenas ignorar pensamentos como este e seguir como se um alguém comum tivesse entrado em minha vida.

Esse amor, essa história vivida que já reapareceu-me tantas vezes.
Me pergunto se é tarde, se um dia você vai ir embora de verdade ou se ainda existe algo para vivermos juntos.
E me questiono também se, em meio há tantas mudanças que agora interagem em minha vida, você será uma parte inalterada, se continuará comigo apesar de tantas alterações cotidianas. Ou se vai ir embora, outra vez.

Beijo, C.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O que você quer ser quando crescer?


Quando se é pequeno tudo o que você deseja se torna mais simples do que parece.
Construir o próprio patrimônio, chegar à lua, ter o emprego dos sonhos, viajar pelo mundo.
O engraçado é que você cresce e a maioria desses desejos permanece com você por muito tempo.

Alguns vão continuar apenas como sonhos, outros podem até virar realidade, mas para isso é preciso que você responda à uma pequena pergunta: O que você quer ser quando crescer?
Astronauta? Médico? Bombeiro?

Saber esta resposta não será o fim das suas buscas e sim o seu ponto de partida para várias outras.
É através dela que o seu futuro começa a ser desempenhado, é ela que transforma o plano louco em algo totalmente possível.

Comigo não foi diferente. Assim como você, eu queria o improvável, surpreendente, o inovador. Fazer o que ninguém mais seria capaz de realizar, ir tão longe que nenhuma outra pessoa pudesse me alcançar. Ser o descobridor de uma nova era ou, quem sabe, de um novo tempo.
Na verdade, eu queria mesmo era realizar os meus desejos.

E assim como em uma brincadeira de criança, conquistar tudo aquilo que parecia improvável. O trabalho dos sonhos, a família perfeita. E porque não viajar pelo espaço?
Não cheguei a ser astronauta, não fui bombeiro e muito menos médico, mas experimentei o novo. Comecei do zero, fiz de tudo e tudo de uma forma diferente.

Servi a aeronaútica, vendi jornais, verduras e picolé. Trabalhei como ajudante na construção civil. Fui operador de produção, pintor e até artesão.
O primeiro grande patrimônio não foi nenhum castelo, vendi muito esterco e metal. Talvez todas essas opções não me permitiram enxergar mais longe naquele momento, mas com certeza permitiu-me ter experiência. Experimentar minha capacidsade de empreender para viver e estar a frente do tempo em que vivo.

E você? Tem sonhado com o quê? Quais os seus planos para chegar lá?
Ficar parado não vai lhe trazer nenhum resultado inovador. Não lamente sua sorte, não tenha vergonha do que faz. O trabalho é o que transforma você.

Posso te dar um conselho?
Sonhe! Experimente! Faça o novo.
Busque a concretização dos seus desejos todos os dias.
Escolha fazer o que você gosta e não apenas o que lhe trás dinheiro. Ele virá naturalmente através dos seus esforços. Seja fiel aos seus valores. Faça com amor e seja o melhor naquilo que faz.

Lembre-se: Você é o único responsável pelo seu destino. Coloque-se sempre em primeiro lugar. Ame o próximo na mesma proporção que se ama.
Somos todos capazes de ser e fazer. Não deixe que façam por você. Erre. Erre de novo e através do erro ganhe experiência.

Não seja tão duro com você mesmo e quando tudo parecer difícil, volte a ser uma criança novamente sem nenhum medo de responder a pergunta:
O que você quer ser quando crescer?

Texto retirado deste link.

Beijo, C.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Carta de recomendação.

 "Ela é gremista fanática e dona de uma simpatia e de um carisma muito grande. Nos conhecemos há cinco anos e temos uma grande amizade. Com cabelos castanhos e cacheados, olhos verdes e uma grande aptidão para escrever, ela é uma garota determinada a ir à luta por seus sonhos e objetivos.

[....] Munida de apenas um pedaço de papel e uma caneta, ela sempre soube criar uma linda história, rica em detalhes e criatividade.
Temos muitos sonhos em comum, dúvidas também. Admiro a maturidade que ela possui, já que admito que, ás vezes, esta falta em mim.

[...] Muitas vezes a gente apanha da vida, é fato. Mas o que mais me entristece é quando acontece com as melhores pessoas. [...] Recentemente a vida desferiu à Carol um dos seus golpes mais duros. Ela perdeu alguém que amava muito, o homem legal e companheiro de quem ela sempre falou com muito orgulho. Hoje, após isso, eu amadureci muito e talvez eu aja diferente em muitas situações. Ninguém melhor do que a vida para nos ensinar o que tantas pessoas tentam e nós ignoramos."

Esta carta foi escrita para mim em 2011 por um amigo meu. Foram tantas as palavras bonitas que ele escreveu que resolvi publicar aqui. Falando nisso, acho cartas um luxo à parte. Elas não deveriam se tornar algo antiquado, sendo oprimidas pelos e-mails. Cartas demonstram tão mais sentimento e veracidade.
Coloquei o título "Carta de recomendação", pois, francamente, penso que as cartas para nos elogiarem no ramo profissional deveriam ser deste modelo aí. Hehe.

Beijo, C.



domingo, 8 de janeiro de 2012

Papéis rasgados.

 Joguei fora ontem alguns papéis que já não uso e juntamente com eles foram embora histórias que muito pouco lembrava de ter vivido.

Nas reviravoltas do tempo, acabo percebendo que este continua passando tão rapidamente e a vida, ah, a vida continua traçando seu repertório/suas linhas em direção às mudanças.
Mudanças me colocam em dúvida sobre o futuro - o meu e de todo mundo -, mas mesmo assim deixei que o passado instável fosse embora com os papéis que por mim foram rasgados.

As melhores histórias e os mais marcantes dias, ah, esses permearam e permearão comigo até que houverem fagulhas de sentimento, pois os momentos marcantes que vivi foram recordados por mim desde o momento em que aconteceram.

Mas as histórias que para serem recordadas precisam do auxílio de um pedaço de papel rasgado composto pelas palavras que descreveram tal momento para mim, ah, essas sem mais com o auxílio do papel que ontem coloquei no lixo, essas se prenderam às memórias perdidas, à uma trajetória que por mim foi esquecida - e que era para ser.

Simples assim, porém também não tão simples assim. A vida se torna outra e algumas memórias vão embora nessa mistura de passado, presente e futuro. Mas esta, esta vida que se torna outra e muda é a que precipita. Passado você sempre vai saber como foi, futuro nem mesmo as estrelas e horóscopo podem decifrar.

Futuros incertos, vida incerta. Tudo é subjugado pelo contraste do tempo e suas surpresas imprecisas.
Mesmo assim, tento e continuo. O lugar aonde quero chegar já posso visualizar, mas encarar esse pré começo é o que vira a minha vida do avesso.

Beijo, C.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Destinatário: Passado.

 Na edição de Natal/2011 do Jornal Zero Hora, o caderno Donna ZH publicou uma matéria em que profissionais do ramo artístico (estilistas, escritores, compositores) escreviam uma carta ao seu passado. O matéria foi feita da seguinte forma: Primeiro havia a foto da pessoa quando era criança e depois uma foto atual da pessoa com o mesmo figurino e cenário da foto de infância. Após as fotos, havia o nome da pessoa, profissão, a idade na foto de infância e a idade atual. A proposta era a seguinte: cada profissional em seu tempo atual tinha que escrever uma carta para a sua infância, para o seu passado.
Achei uma ideia tão bonita e vou postar aqui a carta escrita por Luciano Alabarse, pois eu amei as palavras que ele escreveu para a sua infância:


"E aí, menino, como andou tua disposição de levar adiante, vida afora, os ímpetos aparecidos no teu coração de criança? Sei bem quais eram, esses sonhos rondando tua cabeça como nuvenzinhas aceleradas, difusos em forma e conteúdo, inconclusos na tentativa de alcançar a grandiosidade misteriosa do mundo. 

Já sabias que, durante toda a vida, homens e artistas marcariam teus dias com epifanias surpreendentes. Foi isso o que te moveu: mostrar-se ao mundo sem medo, procurando revelações e significados transcendentes. Cuidaste de manter, intacta, a fé nesse Deus que te atraiu e amedrontou desde sempre, eu sei.

Não ficaste acuado diante das desilusões, adultas e inevitáveis, que o caminho te descortinou. Um grande poeta chamado Caetano Veloso, escreverá, no final de 2011, um verso onde diz que “viver é um desastre que sucede a alguns” e que “nada temos sobre os não nenhuns”. Pode ser que viver seja apenas um inventário de desilusões, como quer o Caetano. Mas pode ser de outro jeito o jeito de aprender a nos transformarmos no ser humano que desejamos. 

E se é verdade que tudo lateja e dói no transcurso da existência, te digo que vale a pena perseverar. O teatro entrará na tua vida mais tarde e te mostrará a claridade contundente e definitiva das palavras. Procura semeá-la, essa luz, contra todos os que a negarem, não a banalizes nem a subestimes.

Tua palavra será ferramenta e ofício, pois terás uma vida pública – se não te afastares da tua vocação. Aprenderás, com os erros inevitáveis da jornada, a pedir perdão e a perdoar. Deixa que a força motriz da paixão impregne o teu trabalho quando a incredulidade dos outros aparecer diante de ti, irredutível. 

Lembra que aprendeste a confiar, a acreditar e crer. Enfrenta a barra do mundo com determinação e tolerância. Acredita e leva em ti, vivo, o verso escrito na parede da velha igreja da tua rua: “para Deus não existe os impossíveis.” Deus em maiúsculo e “os impossíveis” no plural traduzirão teu jeito e tuas realizações. O adulto que sou hoje deve a ti essa força estranha. O adulto que sou hoje promete zelar pelos teus sonhos. Até o fim."

Talvez você queira saber:
Luciano Alabarse (Porto Alegre, 1953) é um diretor de teatro e de espetáculos musicais brasileiro. Trabalhou durante o período de 1970 até a década de 1990 com texto de escritores brasileiros como Nelson Rodrigues, Marcílio Moraes e Naum Alves de Souza, dando ênfase a escritores gaúchos como Carlos Carvalho, Caio Fernando Abreu, Lya Luft e João Gilberto Noll.
Fonte: Wikipedia.

Beijo, C.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Entre a saudade e o futuro.

 Nos minutos que antecedem o meu último suspiro antes de adormecer, relembro da noite da minha formatura. Não sei direito entender porquê isso acontece, parece que a formatura foi uma noite tão marcante que desde o dia em que a vivi são raras as noites em que não relembre dela.

Junto com a lembrança da formatura são trazidas à tona as lembranças do último ano do Ensino Médio. Já estou com saudades de todos aqueles que me fizeram companhia nas manhãs de 2011 e sinto que relembrando de cada um, os momentos que vivi ao lado deles se tornaram mais importantes ainda. É incrível mas relembro de muitas manhãs, muitas conversas, muitos momentos. Muitas frases que ouvi, e que me marcaram, ditas em um momento considerado não tão importante e que hoje fazem parte de uma coleção de saudades.

Ao mesmo tempo em que estas saudades tão intensas me invadem, existem também minhas precipitações sobre o futuro. Minhas férias já não são "escolares", o período que enquanto não estou fazendo nada é só uma pausa entre estar em uma faculdade e no mercado de trabalho.

São sentimentos meio inconclusos, eu diria.

Mudanças, saudades, futuro. Um misto tão confuso para aqueles que sentem o mesmo que eu estou sentindo. Porém, tanto eu como aqueles que estão na mesma fase que eu, sabemos que esta nova fase também está recheada de expectativas positivas, pois é a partir de agora que começaremos a construir e ver construído o nosso futuro.

Beijo, C. FELIZ 2012!!
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